O Jornalismo colaborativo

O “boom” da internet, a readaptação dos meios de comunicação e o cidadão como contribuinte na redação de rádios

Este é um trabalho da disciplina de Laboratório de Jornalismo I, da Universidade Federal do Pampa, sob orientação do Professor Marco Bonito, com o objetivo de apresentar uma matéria transmídia.

A internet surgiu com objetivos militares, durante a Guerra Fria, e sendo popularizada durante a década de 90, atingindo 58% da população brasileira com acesso a internet , ou seja, 102 milhões de pessoas ligadas na rede, no ano de 2015, pesquisa realizada Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O uso das redes sociais também cresceu, 72,43%. O Facebook liderou, com 53,65% , seguido pelo Twitter, 36,21% , YouTube, 21,59% e Instagram ,12,73%.

Crédito: Mila Vançan

Com o crescimento das redes sociais, o consumo de informação também aumentou e o jornalismo digital ganhou força, forçando a adaptação dos meios de comunicação. E assim entra o Jornalismo Colaborativo.

Com estudos recentes, o conceito de que o leitor pode atuar como um repórter, pela facilidade que a tecnologia vem trazendo, de apenas um toque no seu smartphone e o vídeo sobre uma perseguição policial é gravada, ou uma live sobre algum atentado é feita, trouxe essa nova ferramenta ao jornalista, que desempenha sua técnica em cima do que é fornecido pelo público.

Em um artigo publicado em 2003 pela Online Journalism Review, J. D. Lasica classifica a mídia do Jornalismo Cidadão em seis tipos:

  1. participação do público (tais como comentários no rodapé das matérias, blogs de colunistas que aceitam comentários, uso de fotos e filmagens feitas por leitores, ou matérias escritas localmente por moradores de comunidades);
  2. websites jornalísticos independentes (como o Drudge Report);
  3. websites de notícias totalmente alimentados por usuários (OhMyNews, WikiNews);
  4. websites de mídia colaborativa e contribuitiva (Slashdot, Kuro5hin);’
  5. outros tipos de “mídia magra” (listas de discussão, boletins por correio eletrônico);
  6. websites de transmissão pessoal (podcasting de áudio e vídeo, blogs, fotologs).

Em uma conversa com a jornalista Michelle Raphaelli, coordenadora e editora digital da Rádio Gaúcha, nos conta um pouco sobre a participação do ouvinte, ouça o podcast.

Realizei uma entrevista com o locutor e editor digital da Rádio Fronteira FM, Jhandrei Nunes, que também é aluno de Publicidade e Propaganda, da Universidade Federal do Pampa. Acompanhe no vídeo.

Um dos trabalhos brasileiros de maior destaque no meio jornalistico é o site Jornalismo Colaborativo , que foi destaque no Intercom — Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XXIII e ganhou o Prêmio Expocom 2016 e é referência em startups de jornalismo na 300ª edição da Revista Imprensa em 2014. Uma equipe de jornalistas, das mais diversas áreas, desde edição, apuracão de fatos que sejam de interesse social.

Créditos: Mila Vançan