Mediocremente fácil

Não é que não haja esperança, nem que eu seja pessimista, mas como as nuvens vez por outra encobrem o azul do céu, assim acontece, minha visão é encoberta por uma areia que perturba, mas não fere… E de repente me vejo num calabouço e os medos que pensei ter vencido, voltam com mais força e aos berros me subjugam à vida que não quero viver. Me escondo na auto-suficiência, me escondo por trás de mim e observo que aprendi a FUGIR cedo demais. Não que resolva, alivia, quase sempre.

Descubro que viver é experienciar o drama, é se reconhecer, é olhar no espelho da alma e ao enxergar-se não estar satisfeito com a imagem, é querer apagar o que não se pode, é ter de encarar sentenças. O presente. O futuro… As repetições… E perceber o quão frágil a vida pode ser. É sentir-se totalmente impotente, é perder, por um momento a esperança, é pensar céu como de utopia. É pensar que todos os heróis morreram, é sentir demais… E não sentir-se.

Na bagunça em que me encontro busco o que aprendi, os conselhos que fazem tudo parecer mediocremente fácil de se encarar… E assim vou seguindo nesta tentativa louca de significação, nos desastres do dia-a-dia, no não que me persegue, na luta constante que me faz correr e correr e que sem fé, na verdade, é pura perda de tempo…

Deus nos ajude.

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