A ÉTICA, O HOMEM E AS FORMIGAS
(Rodrigo Peñaloza, abril de 2015)

Em algum lugar de “Anarchy, State, and Utopia”, o filósofo Robert Nozick faz uma instigante pergunta. E se nos defrontássemos com uma civilização extra-terrena tão superior a nós, que estivéssemos para ela assim como os insetos estão para nós? Eis que essa ideia é antiga, vem do Livro de Henoch e ressurge em Eliphas Lévi. A pergunta suscita em nós uma reflexão. Qual deve ser meu comportamento ético em relação aos seres que considero “inferiores” na Natureza? Diz uma lenda que Chico Xavier, ao saber que um amigo fora buscar um formicida para matar as formigas que estavam empestiando o quintal da casa, abaixou-se e delicadamente sugeriu às formigas que fugissem dali antes que fosse tarde. E assim elas se salvaram. Com a palavra, Eliphas Lévi:

“Os sóis são rivais de sóis e os planetas exercem contra os planetas em oposição uma cadeia de atração, uma energia igual de repulsão para se defender da absorção e conservar cada um sua existência. / Essas forças colossais às vezes tomam forma e são apresentadas sob a aparência de gigantes: são os Egrégoros do livro de Henoch, criaturas terríveis para quem nós somos o que são para nós os infusórios ou os insetos microscópicos que pululam entre nossos dentes e sobre nossa epiderme. Os Egrégoros nos esmagam sem piedade porque eles ignoram nossa existência; eles são grandes demais para nos ver e limitados demais para nos pressentir.” (Le soleils sont rivaux des soleils et les planets s’exercent contre les planets en opposant aux chaînes d’atrraction une énergie égale de repulsion pour se defender de l’absorption et conserver chacune son existence. / Ces forces colossales ont parfois pris une figure et son présentées sous l’apparence de géants: Ce sont les Eggrégores du livre d’Henoch; creatures terribles pour qui nous sommes ce que sont pour nous les infusoires ou les insects microscopiques qui pullulent entre nos dents et sur notre épiderme. Les Eggrégores nous écraseant sans pitié parce qu’ils ignorant notre existence; ils sont trop grands pour nous voir, et trop bornés pour nous deviner.) [Eliphas Lévi, Le Grand Arcane ou L’Occultisme Dévoilé, Chamuel Éditeur, Paris, 1898, livro 3, cap. 10, p. 255].

Para saber mais sobre os egrégoros e seu significado, leia o texto Egrégora.

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