A ARTE DA ADIVINHAÇÃO
(Rodrigo Peñaloza, 11-IV-2015)

A arte de adivinhar o futuro, a adivinhação, era chamada pelos antigos gregos de μαντική (mantiké) e podia dar-se sob inspiração direta por uma divindade, nos sonhos ou no estado de êxtase. O caráter divino da adivinhação é evidenciado pelo próprio termo que, em Português, descreve a ideia: “adivinhar” tem a mesma raiz de “divino”, a saber, Διóς (Diós), Deus. Eis duas passagens, uma latina, de Cícero, outra grega, de Jâmblico, que falam da adivinhação:

Não vejo realmente qualquer povo tão refinado e douto nem tão bruto ou tão bárbaro, que não julgue que as coisas futuras possam ser interpretadas, entendidas e preditas por certas pessoas.” — Cícero, De Divinatione, Liber I, I-2.

Por atos e sinais divinos é alcançada [a adivinhação], e de visões divinas faz-se e de contemplações científicas.” — Jâmblico, De Mysteriis Aegyptiorum, Liber III, 1(101).

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