
MEMENTO MORI
(Rodrigo Peñaloza, março de 2015)
Na sombra retinta desta caverna,
Amplexo solene de hórrida sorte,
Que lugubremente oculta meu norte
E aos pés da Justiça dobra e prosterna
Minh’alma rendida à vã mocidade
- Promessa ilusória que ao vão desgoverna
E aos olhos da carne, que julgam-na eterna,
Descarna-se rude e em rugas se evade -,
Refulge essa Luz, sutil claridade
Que o Grande Arquiteto - se a Ele eu exorte -
De amor infinito e de infinda bondade
- Se mesmo cadente, eu cale ou eu brade -,
Abrindo-me os véus da Vida e da Morte,
Revela-me: Luz da Eterna Verdade.