Sermão da Mandioca
(Rodrigo Peñaloza, 24/6/2015)

Metade do discurso é saudando autoridade
jactando gabolice, eloquente papagaio,
basófia, pavulagem e asneira sem piedade
garrula a Grande Mãe da Tupiniquinidade.
Depois de tanto esmero: eu me aprumo ou me distraio?

Não fosse essa lingüiça uma tal dubiedade
custando ao seu discurso o meu riso de soslaio,
lá vem com a mandioca em total brasilidade,
orgulho nacional, evolução da humanidade.
E agora, meus amigos: eu choro, aplaudo ou vaio?