SOMBRA E JUNG
(Rodrigo Peñaloza, 2011)

Arranco do peito a vergonha
Que a Sombra em silêncio atormenta.
Medusa de face medonha,
A faca que tiro sangrenta
Sai fria, sai rubra, sai lenta
E em gotas destila a peçonha,

Veneno que corre nas veias
Da Sombra que ri lodacenta,
Matriz das serpentes mais feias,
Repleta de pus, purulenta,
Difusa Psiquê pestilenta
Que enreda os incautos nas teias.

Aos olhos se mostra vermelha
A faca de sangue sedenta,
A nódoa na lâmina espelha
A crueza da raiva ciumenta
Que a Sombra da mente acalenta,
Qual lobo matando uma ovelha.

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