Milton Machado
Aug 9, 2017 · 3 min read
Image from Bitcoin Ninja

O PODER LIBERTADOR DO BITCOIN — O QUE PODEMOS APRENDER COM OS ELEFANTES

Diz o ditado popular: “Se o elefante soubesse a força que tem, ele seria o dono do circo”

Não se trata exatamente de “saber”. Elefantes são capazes de controlar sua força bruta, ao ponto de pousar levemente a pata sobre um ovo sem esmagá-lo. Quem não viu isso na TV ou em algum show por aí?

A causa real é mais uma questão de propósito e comodismo

Com relação a propósito, não se imagina que gerenciar um circo seja o objetivo de vida de um elefante

Sobre comodismo, é claro que receber comida, abrigo e até a possibilidade de reprodução tem mais a ver com os objetivos de vida de um elefante do que tocar um negócio de entretenimento

Cabe ressaltar que embora não se possa provar, não é razoável supor que elefantes tenham tais dilemas filosóficos sobre essas questões. Mas nós humanos temos. Ao menos a maioria de nós.

Finalmente chegamos ao ponto.

Praticamente qualquer pessoa no mundo, algum dia quis ter autonomia, liberdade, não estar sob ordens, restrições ou constrangimentos de quem quer que seja. Começando com os pais e familiares mais velhos, durante a adolescência, depois professores, líderes religiosos, patrões e governos. Algum dia, ou todos os dias, todo o mundo certamente já quis se ver livre de autoridades, ordens, patrões e sentir a doce sensação da autonomia, da liberdade absoluta de fazer o que quisesse, quando quisesse!

Surge o Bitcoin. Essa maravilha tecnológica, possibilita o que todo o ser humano sempre sonhou, com relação a liberdade econômica e autonomia: a possibilidade concreta e objetiva para qualquer um, em qualquer lugar, de controlar completamente sua riqueza material, não importa quão grande ou pequena ela seja, de maneira sólida, segura e mais simples do que qualquer serviço de internet banking. Como dizem as propagandas: “Satisfação Imediata Garantida”.

Ainda assim, muitas pessoas veem o Bitcoin com desconfiança e questionam seus fundamentos, garantias, etc.

Contra fatos não há argumentos. A realidade não precisa de provas ou licenças para ser real. O uso do Bitcoin é simples, confiável, seguro e está ao alcance de todos. Por que, então, ainda não tomou conta do mundo?

Informação e conhecimento são partes da resposta, certamente, mas ainda há outros fatores que merecem destaque. Falo das pessoas que quando ouvem falar em Bitcoin pela primeira vez, logo o rejeitam porque não é controlado por nenhum governo ou banco central. Como alguém pode sequer imaginar um argumento como esse?

Acredito que a psicologia chamaria isso de dissonância cognitiva ou dissociação de personalidade. O mesmo cidadão comum, assalariado, empresário ou dona de casa que certamente reclama das tarifas e juros dos bancos e cartões de crédito, dos impostos e da tirania do governo e do grande capital, aqueles que se sentem explorados por seus chefes e pelo “sistema”, são os mesmos que questionam a legitimidade do Bitcoin porque nenhuma dessas instituições nefastas o está garantindo ou controlando

Então, mais uma vez, por que diabos alguém haveria de querer que seus bens materiais ficassem sob controle dessas instituições vistas como injustas e exploradoras, para não dizer desonestas ou corruptas?

Por mais estranho que pareça, a maior parte das pessoas se sente confortável ao entregar o controle da sua vida financeira a pessoas, grupos, empresas e instituições contra as quais mais tarde vai protestar e das quais vai tentar se livrar. E para unir o insulto à injuria, mesmo com toda a gritaria, quando alguém mostra uma saída, recusam-se a sair da jaula e ainda criticam e zombam de quem lhes abriu a porta

Seria uma pandemia de Síndrome de Estocolmo? Serão reminiscências da infância fazendo as pessoas pensarem que não podem fazer nada sem a orientação ou supervisão de adultos?

Nós somos supostamente bem mais inteligentes que os elefantes, mas também somos muito menos coerentes. Eles se comportam de acordo com o que parece ser seu destino e suas possibilidades: a sobrevivência do indivíduo e a perpetuação da espécie

Elefantes não foram criados para viver em circos. Há notícias desses animais voltarem à selvageria, destruindo tudo à sua volta e fugindo. Normalmente isso é causado por ferimentos e maus tratos extremos

Nós humanos, também não. Mas na verdade estamos. E a propósito, já não fomos suficientemente injuriados e maltratados pelo sistema financeiro?

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