Um MIMO que acompanha a vida

Trago Boa Notícia com texto de Lydia Barros e foto de Beto Figueiroa.

Raphael Maia tinha 13 anos e recorda bem do clima de festa no Sítio Histórico de Olinda, com ateliês abertos e muita gente nas ruas. Parecia carnaval, só que não tinha glitter, nem suor. Era 2004, estreia do MIMO na Cidade Alta, e apesar de todo aquele clima ter ficado marcado na memória, Raphael não assistiu a nenhum concerto naquele ano. O primeiro foi só em 2006, no Mosteiro de São Bento, levado pela tia junto com os primos.

“Lembro da acústica da igreja, da atenção do público, da concentração dos músicos e da beleza naquela melodia. Fiquei encantando”, conta. Depois daquela experiência, ele diz, o MIMO entrou pra o que chama de “meu calendário oficial”. Noites inesquecíveis? “Gotan Project, na Praça do Carmo em 2011; Hermeto Pascoal, na Igreja da Sé; Philip Glass, me fazendo esperar quatro horas na fila; Nouvelle Vague, Gilberto Gil, Jards Macalé, Buena Vista Social Club, que mesmo debaixo de chuva ninguém arredou; e muito mais gente incrível”. Raphael não esconde o entusiasmo com o MIMO.

“Teve um ano, quando eu já estava indo pra casa lá pelas 5 da manhã, um amigo viu uma banda de metais descendo a ladeira 15 de Novembro. ‘Tá vindo um bloco de carnaval’, — ele dizia. Debaixo de uma garoa fina umas cem pessoas bebendo, rindo, cantando, caminhando pela cidade velha.

Depois de um tempo alguém se deu conta que era a Orquestra de Sopros da Pro-Arte que tocara na noite anterior no com Gilberto Gil”. Sim, mais uma horinha sentados com Raphael, teríamos outras várias histórias de um MIMO afetivo para contar.

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