Fake news?! Como saber?

É OU NÃO É?

Duas das palavras que mais estão na boca da imprensa, do povo e de candidatos(as) são ‘fake news’, inglês para ‘notícias falsas’. Desde que mundo é mundo tem notícia falsa, distorcida, mentira e boato. O problema é que agora uma grande quantidade de curtidas, comentários e compartilhamentos consegue legitimar uma desinformação. Aquele velho ditado é aplicado nesse contexto: “uma mentira contada mil vezes vira verdade”.

Uma pesquisa realizada pelo INCT (Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação) demonstra que a maioria dos eleitores brasileiros não percebe que recebem notícias falsas de política.

Acreditamos que a melhor maneira de combater esse cenário é que cada um(a) de nós saiba identificar e questionar as toneladas de informações que chegam pra gente a todo momento. Por isso, aí vão algumas dicas pra você antes de ceder ao dedo nervoso e compartilhar uma informação:

  • Fonte — A informação veio de uma fonte confiável? Veja se há outras fontes dizendo a mesma coisa.
  • Título — Vá além da manchete! Desde que o mundo é mundo manchete é feita pra chamar sua atenção, não pra te contar toda a história.
  • Autores — Dá uma olhada se a matéria é assinada e se o(a) autor(a) realmente existe e se são confiáveis.
  • Data — Veja se a notícia ou informação é recente e se não foi retirada de contexto.
  • Meme — Vivemos na era dos memes (e da zoeira). Certifique-se de que não se trata de uma piada ou ironia. Hoje em dia elas se confundem mesmo
  • Ideologia — Outra palavra importante nos dias de hoje é “pós-verdade”, que descreve uma circunstância na qual fatos objetivos tem menos importância do que crenças e emoções para moldar a opinião pública. Pergunte-se: é opinião ou fato?

O Politize! classificou as notícias falsas em 7 tipos:

  1. Sátira ou paródia — sem intenção de causar mal, mas tem potencial de enganar;
  2. Falsa conexão — quando manchetes, imagens ou legendas dão falsas dicas do que é o conteúdo reamente;
  3. Conteúdo enganoso — uso enganoso de uma informação para usá-la contra um assunto ou uma pessoa;
  4. Falso contexto — quando um conteúdo genuíno é compartilhado com um contexto falso;
  5. Conteúdo impostor — quando fontes (pessoas, organizações, entidades) têm seus nomes usados, mas com afirmações que não são suas;
  6. Conteúdo manipulado — quando uma informação ou ideia verdadeira é manipulada para enganar o público;
  7. Conteúdo fabricado — feito do zero, é 100% falso e construído com intuito de desinformar o público e causar algum mal.

Veja o conteúdo do Politize na íntegra!

Além do Politize!, que tem muito conteúdo legal de educação política, há alguns sites e agências de checagens de fatos no Brasil que fazem esse trabalho, inclusive com falas de candidatos(as). Fica a dica para conhecer, seguir e questionar:

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