Já pensou se seu voto vai pra outra pessoa?

Acredite, isso acontece (e muito)!

No Brasil, temos dois tipos de eleições: a majoritária e a proporcional. A majoritária é fácil: quem tem mais votos válidos ganha. Ela funciona para Prefeitos(as), Governadores(as), Presidente(a) e Senadores(as).

A eleição proporcional é usada quando elegemos vereadores(as), deputados(as) estaduais e deputados(as) federais. Nela, o nosso voto vai primeiro para a coligação, ou partido sozinho ,e depois para candidatas e candidatos. Nesse esquema, nosso voto pode acabar indo para outra pessoa. Imagine este cenário:

  • Você votou na Maria do partido X
  • Sua mãe votou no João do partido Z
  • O partido X está em coligação com os partidos Y e Z
  • Todos os votos, de todas as candidatas e candidatos, dos partidos X, Y e Z são somados
  • Ao final da eleição, por causa do quociente eleitoral, vamos supor que a coligação XYZ ganhou 5 vagas no Congresso Nacional com a soma desses votos
  • As 5 pessoas mais votadas dos partidos X, Y e Z serão eleitas
  • Isso quer dizer, por exemplo, que se o partido Y tiver as 5 pessoas mais bem votadas, o seu voto e o da sua mãe elegeram pessoas do partido Y, não a Maria nem o João

Esse sistema é feito para que, na teoria, votemos em um partido, ou coligação, que seja unido por uma ideologia com a qual concordamos. Assim, mesmo que haja rotação na cadeira parlamentar, a ideologia do(a) eleitor(a) segue representada. O problema é que hoje, muitas vezes, os partidos se unem pura e simplesmente para conseguir mais votos ou contam com puxadores de voto, pessoas muito conhecidas que ganham muitos votos e levam mais candidatos(as) que não necessariamente pensam parecido.

Por causa disso tudo, é fundamental saber em qual coligação ou partido você vai votar, tendo certeza de que pensem parecido com você.

E o que é esse quociente eleitoral?

O quociente eleitoral é o índice que determina o número de votos necessários para se conseguir uma cadeira na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. Funciona assim:

  • Número de votos válidos ÷ número de cadeiras = quociente eleitoral

Por exemplo, em 2014 o Estado de SP teve 22.043.634 votos válidos (excluindo abstenções, votos em branco e nulos) e tem direito a 70 cadeiras na Câmara dos Deputados. Dividindo um pelo outro, chegamos ao quociente eleitoral de 314.909.

  • 22.043.634 ÷ 70 = 314.909

Isso quer dizer que para uma coligação, ou partido sozinho, conseguir eleger um(a) deputado(a) precisaria ter, pelo menos, 314.909 votos.

Ainda não entendeu? Assiste este vídeo ótimo do Nexo Jornal:

VOLTE PARA O VOTA SP!