O drible também é para elas
A importância da mídia em um esporte considerado de ‘menino’
Brasil, o país do futebol, dos dribles e jogadas incríveis, das competições e títulos, dos jogadores famosos e disputados, o que não falta são matérias sobre eles, os jogadores. Não importa o que seja, vira notícia, ganha importância.
É comum crescer com a gente os pensamentos de “futebol feminino não é legal” ou “futebol é coisa de homem”. Esses pensamentos são reproduzidos através de uma série de ilustrações: importância, visibilidade e interesse que se dá para o esporte mais comum do mundo. Nesse momento, a mídia é fundamental para construir uma nova narrativa e dar voz a quem não tem oportunidade.
O Globoesporte.com é um dos sites mais comuns e conhecidos para quem quer acompanhar esportes em geral, principalmente futebol. Se for fazer uma busca no site e digitar “futebol feminino” vai encontrar poucas matérias por dia. Será que não existe conteúdo para mais postagens? A demanda é pouca? Como são selecionadas as notícias? http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-feminino/

Pouca gente sabe, mas o futebol feminino é heptacampeão da Copa América, o último título foi conquistado esse ano com a participação da maior artilheira do Brasil, entre homens e mulheres, a Marta. Essas informações você encontrará em blogs e/ou sites independentes, mas é necessário fazer uma reflexão diante da importância que tem a mídia tradicional na divulgação do futebol feminino.
O distanciamento e abandono são reflexos de uma modalidade pouco vista, lembrada ou falada. Existem aqueles que comparam com o futebol masculino em números, público, patrocínios… E é exatamente essa a questão: não tem investimento por causa da visibilidade ou não tem visibilidade pela falta de investimento? Investimento no campo e na mídia.
Camila Correia de Campos
