Que país é esse que não tem água nem para apagar um incêndio?
Domingo, 02 de setembro, Museu Nacional fechado para visitas, 19h30 e inicia um incêndio, motivo ainda desconhecido, mas vimos nossa história ser apagada. Um país que em meio à crise, ano de eleições, um governo ilegítimo e não tinha água para apagar o fogo.
Mais de 20 milhões de itens queimando em meio às chamas que dominava todo o Museu Nacional. Vimos o desespero de pesquisadores, pessoas que trabalhavam no Museu e que foram impedidas de entrar pela polícia para tentar salvar o que restou.
Só conseguiram controlar o fogo por volta das 3h da manhã e todo o Museu estava em cinzas, a princípio não parecia ter sobrado nada e em meio ao que sobrou do Museu, foram encontrado peças raríssimas, entre outros itens que foram resgatados.

O prédio criado por Dom João VI e que completou 200 anos neste ano virou pó, a nossa história virou pó e ninguém fez nada para impedir essa tragédia. O Museu Nacional que guardava itens antigos e que pensam na possibilidade de fazer a reconstrução jamais será o mesmo e a nossa história também!
Sobre o incêndio que atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, a cobertura jornalística deixou a desejar em muitas formas, pois só noticiaram aquilo que era de mais relevante e importante para ser mostrado aos telespectadores.
Noticiar somente aquilo que o jornal acha de mais importante para os telespectadores saberem, instiga a curiosidade de fazer com que vão atrás de outras informações e tentar achar um culpado, mesmo que só imaginando.
Se pararmos para reparar, o Jornal Nacional noticiou mais ou menos, enfatizando ou repetindo aquilo que já havia sido falado, a Globo News fez uma cobertura bem precisa sobre o incêndio, foi mais a fundo para tentar investigar, o Fantástico foi o primeiro a noticiar o incêndio, então as informações iam chegando aos poucos, os repórteres entravam ao vivo e traziam mais informações sobre o incêndio.
Três telejornais com um grande público assistindo, três coberturas diferentes e com informações um pouco desconexas, uns cobriam mais, outros cobriam menos e iam passando as informações na medida do possível ou até mesmo as mais relevantes.
Após o incêndio, as informações eram relembradas e quase nunca traziam informações novas. Infelizmente, o telejornal deixou a desejar em muitos aspectos, mas fizeram a cobertura da melhor forma possível para informar aqueles que muitas vezes depende da televisão para ser informado.
Esta análise foi produzida pela acadêmica Destiny de Abreu Goulart para a disciplina de Observatório da Mídia, da 6ª fase do curso de Jornalismo da Faculdade Ielusc. Não esqueça de conferir a matéria e deixar a sua opinião nos comentários.
