Elephant Gun

Elephant Gun é a minha música preferida em todo o mundo. Talvez um ou dois amigos, no máximo, saibam disso (caso já não tenham esquecido). Conheci ela de verdade em meados de 2014, quando um professor, se eu não me engano, passou Dom Casmurro pra a sala ler e, ao invés de procurar o livro na biblioteca, me sustentei na minissérie que a Globo fez inspirada na obra. Igor, como sempre, baixou pra mim e me deu prontinha no pendrive. A qualidade era horrível, mas eu não ligava. A primeira vez que eu assisti a minissérie tinha sido em 2008, acho (onde, tecnicamente, eu conheci a música), mas eu acompanhava por uma tevê que tinha no quarto da minha mãe, na qual tinha um sinal horrível e os chiados marcavam presença, então uma qualidade abaixo de 720p não era de todo ruim.

Eu acho que “Capitu” foi uma das obras mais sensíveis que a Globo produziu. Melamed (o Bentinho adulto) fez um trabalho foda. A escolha daquela atriz pra Capitu também foi perfeita. Os olhos de ressaca, cigana, oblíqua e dissimulada encaixaram-se muito bem. E Elephant Gun foi o bis que Caetano deve fazer nos finais dos shows dele.

Elephant Gun foi aquela música que eu me apaixonei quando ouvi pela primeira vez e passei no mínimo umas duas semanas seguidas ouvindo direto. Mas, ao contrário das outras músicas, dessa eu não enjoei. É ela que eu boto quando eu tô triste, alegre, neutra e foi ela também que eu coloquei quando eu dancei nua na chuva pela primeira vez. É ela que aparece depois da cena de Capitu beijando Bentinho que sempre me faz chorar. É ela que simboliza uma das amizades mais importantes que eu tenho. É ela.

Depois da cena do beijo, tem uma fala sobre o Bentinho que é mais ou menos o seguinte: “Coitado, esse não fará grande carreira no mundo; as emoções o dominam.”

Essa frase sou eu. Bentinho sou eu. E Elephant Gun simboliza isso. Minha carga intensa de emoções. Minha carga intensa de eu mesma. A morte e vida de Bentinho.

https://youtu.be/bYmaGvexazI

https://youtu.be/I1jZQLJZ8kU


Capitu traiu Bentinho ou não?