Eu e eu mesma

De alguns vários dias pra cá andei com um pensamento que era o primeiro ao me olhar de manhã no espelho.

Não, não era o que eu ia fazer da minha vida. Era um bem simples:

Eu tô envelhecendo.

Calma, não é nenhum drama e tampouco tem cabimento. Veja bem, eu tenho só 29 anos. Às vezes ajo como se tivesse 21. Eu sei que eu sou nova, mas são os traços do meu rosto que mudam todos os dias.

Eu diminui em quase 90% o uso da maquiagem nos últimos meses porque queria aprender a lidar com meu rosto natural. O cabelo eu acabei raspando de novo depois de quase 1 ano sem cortar (e quem me conhece sabe que é muito tempo) justamente pelo mesmo motivo.

(aqui uma foto que mostra bem a situação que eu me encontrava quase 1 ano atrás)

Está sendo libertador. E também assustador. Sem a maquiagem e o cabelo pra me esconder, eu tenho percebido que minha pele não é mais a mesma. E as olheiras já quase não somem (mesmo depois de uma noite bem dormida). Que a própria maquiagem já fica estranha no seu rosto (mesmo você tendo uma vasta experiência no assunto).

Entendam, eu não tenho a mínima intenção de cagar regra. Todo esse relato é uma escolha pessoal. Se a pessoa se sente bem de maquiagem e cabelo comprido, está mais que no seu direito, obviamente.

A questão é que eu acabei por começar a enfrentar questões que o meu eu que ainda acha que tem 21 anos não imaginava enfrentar: achei um cabelo branco, encontro rugas, marcas de expressão…

Cadê aquele brilho, aquela firmeza, aquele colágeno que eu tanto gosto de falar (sdds)?

A resposta é simples: está indo embora. E está indo embora pelo meu pensamento de todas as manhãs: eu estou envelhecendo.

E não é exagero ou algo ruim. Os anos estão passando, as situações, pessoas e vivências. A vida muda, a casa muda, a pele muda. E tudo bem.

A mudança é necessária é inevitável. E tudo bem ficar triste por achar aquela estria na barriga, por não estar mais com o peito tão duro ou a pele brilhando.

Se a gente aprender a se olhar com mais carinho, não vamos olhar pro futuro com medo. Vamos olhar pra trás com orgulho, enquanto nos olhamos todos os dias no espelho e pensamos:

É…estou envelhecendo.