Sobre pedaços

Quando percebemos, estamos nos relacionando com Frankensteins feitos de restos de projeções nossas

A questão não é com quem você se relaciona, mas quem você está criando.

Temos por natureza a imbecil mania de mostrarmos apenas o lado mais bonito para os outros. Parece que é politicamente correto ser perfeito e o contrário é válido.

Mantemos a pose até conquistar alguém (seja amigo, cônjuge, o que for). Depois de feito, obviamente você se desmonta. Mas você não está sozinho: a outra pessoa de repente começa à mostrar um outro lado.

Temos tendências à embaçar o vidro do espelho pra não vermos com clareza, então enquanto podemos camuflar as pessoas com o que imaginamos que ela fosse, tá tudo sob controle.

O problema é quando essas visões ficam mais nítidas e não há como esconder: aquele velho conhecido virou um estranho.

O que você faz? Levanta a cabeça, estende a mão e se dispõe à conhecer aquele novo ser que você costumava conhecer tão bem ou recua?

Quando você aceita o novo, os pontinhos de xp sobem na sua barrinha da vida e você passa pro próximo nível.

Quando você dá um passo pra trás, sempre começa de onde parou, toda vez. Aquele momento que você não salva o jogo e tem que voltar tudo de novo. (Ok, parei com as comparações à games).

A questão é que parar de se relacionar com suas projeções e se relacionar com pessoas reais é muito mais saudável pra você, e pra todos ao seu redor. Ao invés de montar pedaços, encontre um inteiro.

;)

Like what you read? Give Mirella Floren a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.