Dear David: Terror contado via twitter

Eu chego a me odiar por isso, mas vou dizer que isso aqui é meio genial.

Apresento a vocês Dear David, no traço de Adam Ellis

Porque falei sobre me odiar por isso? Porque se tem coisa que me irrita é essa trucagem oportunista de aproveitar uma nova tecnologia e se dizer genial porque esse é seu filme, o fato de você ter usado aquele suporte pra isso.

Lembro duma matéria tempos atrás com um cara que fez um longa-metragem inteiro no celular. Isso, claro, bem antes dos iPhones e Samsungs com câmaras que pegam celulite em bexiga, mas na época dos Nokia com videos de definição 20x20 pixels que faziam até Atari parecer pintura renascentista.

Sério. Primeiro você define a história, depois o suporte. Porque se você trabalha só pro seu suporte, aí não tenho interesse. Sempre bato o olho pra ver se vale algo, mas sempre é só o truque e nada de qualidade/ideia por baixo. Só a sacadinha.

E odeio sacadinha.

Mas aí vem esse cara e conta sua história de terror via Twitter.

Ou, melhor ainda (ou pior ainda, dependendo da sua avaliação) : CONTINUA contando sua história, pois ainda não acabou.

Eu realmente tentei ter birra. Até olhei antes quem era o cara: Adam Ellis, cartunista que publica no buzzfeed (??) e tem até entrada própria no Know your Memes.

Mas aí fui ver. Começa simples. E ele está avançando, lentamente, usando o tempo e as ferramentas da mídia social pra contar sua história.

Continuo mantendo o que falei lá em cima, mas MANODEDEUS aqui o cara tá usando o suporte pra te deixar mais assustado…

Sem mais delongas, clicaê e veja onde estamos no momento. Eu sei que vou ser um dos banzés acompanhando essa porra pra ver onde vai dar.

Duas últimas observações:

Nesse momento, o twitter de Adam Ellis tem 381 mil seguidores.

O Google Trends mostra o aumento de buscas e interesse em Adam Ellis.

— — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —

Assine e receba o Acervão, newsletter quinzenal ou mensal ou algo por aí com descrições curtas e links pra tudo que saiu aqui no medium@mitocondrias nesse tempo.

Aí você pergunta “Blogue? EM 2017?” (Ou medium. Ou o inferno que você quiser chamar isso aqui). E sim. Em 2017.

Porque prefiro organizar meus textos assim. Porque gosto de ter meus textos em um único lugar. Porque sou velho. Porque o ruído de posts atrás de posts pipocando no facebook me dá dor de cabeça.

Mas aí… E se você perder meu aviso no face? Ou esquecer que esse site existe?

Aí pra isso não acontecer é só assinar o Acervão, a newsletter aqui do medium@mitocondrias . É só clicar aqui, fofurada!