Aqui: Eu juro colocar mais de minha pessoalidade

Carta a um amigo — 2017
Diante da minha triste surpresa à minha Felicitação Natalina, estou me abstendo de escrever, por puro desgosto, a quem não sabe sequer ler — tenho profundo medo, certeza, na verdade, de ser endêmico.

E o que para doismiledezoito, porém, poderíamos querer que não fosse um salto intelectual que tornará visível os nossos reais problemas a serem sanados e ajudará, quem sabe, a deixar Deus mais cognoscível a nossos olhos? Não sei.
Parte das coisas comuns em nossos pedidos a um ano que virá é longínquo à capacidade humana: que assim, então, fique tudo nas mãos de nosso bom Deus.
Mas para o ano iminente apenas o palpável! Este será nosso alicerce para que não venhamos a idealizar o impossível por pura vaidade. E que a inteligência apenas venha imbuir-nos na sua astúcia. Para definitivamente lermos melhor esta grande obra de Deus que é o mundo.
Ademais, existem, em 365 dias, muitos fins de ano — não só nos adversos calendários existentes, mas também na forma que formatamos nossas vidas e na nossa entrega para com o real.
Ademais (II), que esse costume cultural de relembrar o ano e engenhar o outro — mero processo reflexivo antes da paralaxe cognitiva, para alguns — seja proveitoso a todos quanto possível. Sempre a partir desta cultura, nessa família e sobretudo de Deus conseguiremos!
Afinal, planejamento há de ter sempre nos bons lugares! Eu, porém, em que poderia planejar para conhecer a ti, meu caro?
Estou certo de que coisas boas também podem simplesmente acontecer sem nossa escolha, vez pela ação benevolente de Deus, vez pelo estocástico que é um universo com agentes pessoais, livres, para lá e para cá. A ponto de nossas ações terem um impacto infinitamente mais complexo do que imaginamos; afinal sem a notícia sobre política que você resolveu compartilhar, eu não teria resolvido comentar e assim você não teria resolvido me chamar para uma conversa: e podemos pensar em inúmeros outros fatores anteriores ou posteriores, até chegarmos em eu aqui, agora, escrevendo — e você, agora, aqui, lendo-me.
É o fim deste calendário, virá outros (Deus sabe se sim), e como eu já disse, a cada ação e a cada escolha em liberdade é um fim ou início de ano ou anos. Prepare-se para as contingências hostis ou deleitantes; ponha-se para não ser esvaziado. Os aquis, os instantes, fazem não apenas o sentido deste texto como também desta vida.
Fique bem... amigo.
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