Photo by NASA on Unsplash

nós, os solitários, e a internet

um caso de amor


em 2000 eu montei meu primeiro computador.

fazia o ensino médio técnico em “processamento de dados” e então, mais do que nunca, eu precisava de um computador em casa.

mas sabe como é né, família pobre, não dava pra ir na loja e simplesmente comprar um. juntando dinheiro, ganhando de segunda mão e comprando as peças aos poucos no infocentro, nasceu o Frank.

it’s alive, ALIVE!

foi amor à primeira vista. eu e Frank estávamos conectados ao mundo! meu quarto esquecido nos fundos de um subúrbio carioca agora era um portal para todos os conhecimentos. o que eu quisesse aprender, conhecer e minuciosamente estudar estava a um clique — no horário das 00h às 06h.

e foi assim que sair pro mundo deixou de fazer sentido para mim.


bem verdade que, puxando da memória, eu nunca fui alguém do mundo. sempre fui uma observadora e não uma protagonista. a despeito do meu sol em leão e em respeito ao meu ascendente em virgem, gosto dos bastidores, do anonimato, da privacidade radical.

a internet não é a vilã; ela é apenas a melhor companhia que encontrei.

quando ela não existia, eram as videolocadoras, as bibliotecas, a TV aberta, o rádio, meu mundo interno. não culpe a tecnologia, por favor.


eu escrevo na internet desde 2000.

minha alma já foi exposta por aqui várias e várias vezes. ninguém a conhece de forma tão abrangente; todas as personas, as personagens que criei, os rótulos e máscaras estão por aqui, espalhadas e nunca verdadeiramente esquecidas.

esse lugar onde deveriam importar apenas as palavras e o conhecimento. o reduto perfeito daqueles que apreciam o caos da vida, mas não querem fazer parte dela.

INTJ rules

obrigada a quem leu até o fim ❤

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