eu sentei na praça

li Bauman

enquanto ouvia Chico

e conclui que os exasperados

pesos

tolos

romantizados amores franceses

só monopolizam

o que não é nosso.

corações lânguidos, quentes, delimitados e presunçosos nos tiram os legos enfiados nos pés

e nos mostram o quão

leigo somos

em achar que

somos donos

do que mora em nós.

a verdade é que o

mundo pertence

a quem tem

como pertence

um protocolo

estabelecido

de um amor que

seja vadio.

quem ocupa um espaço

inconscientemente

aceita as condições

medíocres que a vida

insiste em nos fazer crer

que são necessárias.

é que o amor

é um porre

sem ressaca

e de romântico.

ele não tem nada.

é uma areia movediça

que descaracteriza

a força dos seus pés

te afunda

e manipula

seus caminhos

traçados

e faz com que

a ânsia dos desesperados

e o lado piegas

dos vira-latas

viram amores

de quem

se entrega

pra vida

sem pudor.