Como você prefere ser interpretado? E como seu corpo pode te ajudar nisso?

Marcelo Rodrigues
Aug 27, 2017 · 4 min read

Bom, resolvi começar uma sequência de artigos sobre a comunicação corporal. Pretendo aprofundar mais sobre alguns aspectos específicos que venho estudando a um tempo sobre esse tipo de comunicação, como por exemplo: gestos, expressões e como gerar empatia utilizando o corpo.

Neste artigo vou falar apenas superficialmente sobre algumas coisas que fazemos e como podemos melhorar. O objetivo é sabermos principalmente sobre o que falaremos até o final dessa sequência, espero que se interessem.


A forma com que nos expressamos corporalmente complementa tudo aquilo que falamos. Isso vai de um olhar até o cruzar dos braços.

Antes de levantarmos alguns pontos, vamos imaginar o seguinte cenário.

Você está vendendo algo para alguém e a todo momento desvia o olhar, se move inquietamente na cadeira ou simplesmente faz algumas expressões, como, trincar os dentes, espremer a boca ou revirar os olhos. Acha que nesse momento você estará passando credibilidade?

São muitos cenários quais podemos descrever onde nossa expressão corporal é capaz de complementar o que falamos ou até mesmo nos contradizer.

Bom, vou compartilhar com vocês algumas formas de aumentar a credibilidade no decorrer de uma conversa.

1 - Não desvie o olhar constantemente

O olhar é o principal comunicador que nós temos, em uma conversa o contato visual representa o seu interesse pelo que está sendo dito, ou, no caso de ser você o transmissor da mensagem, representa que você se importa com que a pessoa entenda o que está sendo dito. É aconselhável que o olhar permaneça a maior do tempo focado na pessoa.

Entretanto atenção, caso permaneça por muito tempo, também pode ser interpretado como enfrentamento ou algum tipo de pressão, logo, é preciso tomar cuidado para não invadir a zona de conforto da pessoa com quem você está se comunicando.

2 - Quando sentado, se incline levemente em direção a pessoa com quem está se comunicando.

A forma como sentamos na cadeira pode dizer claramente se estamos interessados ou não no que está sendo dito, seja em uma reunião ou em uma conversa a dois. Quando não estamos interessados temos tendencia em deixar o tronco “relaxado” e as pernas ansiosas, é muito comum também sentarmos na ponta da cadeira, demonstrando que estamos prestes a deixar o local. Além de outros aspectos, como ficar balançando a cadeira, posicionar a cadeira ou os pés lateralmente apontando para a saída.

Quando preenchemos completamente o assento e nos inclinamos levemente para frente, passamos de uma forma subliminar a sensação que estamos interessados no assunto. Essa técnica aliada a outras, como posicionamento dos braços e das mãos, pode causar um efeito de empatia. Lembre-se disso em uma entrevista ou até mesmo ao flertar em uma conversa com alguém de seu interesse.

3 - Quando em pé, vire-se completamente para a pessoa com quem está se comunicando.

A lógica é a mesma de quando sentado. Quando estamos de pé e não estamos interessados no assunto, tendemos a ser muito mais “indiscretos”, costumamos nos posicionar lateralmente à pessoa com quem conversamos, desviamos o olhar constantemente e deixamos escapar diversas expressões faciais, como o categórico “riso sem graça” (onde somente a boca se mexe e não o conjunto inteiro, como quando costumamos rir ou sorrir).

Ao nos posicionarmos frontalmente para uma pessoa e olhamos em seus estamos dizendo que estamos presentes ali e somente ali, ou seja, não estamos com pressa para despachar o assunto ou ignorando o que está sendo dito.

4 - Cuidado com o ato frouxo ou forte demais ao cumprimentar.

Existem diversas formas (e “subformas”) de se cumprimentar alguém, mas o mais comum é o aperto de mão. Quando cumprimentamos alguém, estamos abrindo a porta para uma comunicação. É nesse momento (principalmente em casos de primeira impressão), que passamos nossa primeira carga de energia para o outro, ou seja, se vamos recebê-lo de portas abertas, se vamos somente destrancá-la, ou nem isso.

Bom, caso seja sua intenção passar uma boa impressão, a primeira coisa que NÃO se deve fazer é o “cumprimento frouxo”, como o próprio nome diz, é quando damos a mão para cumprimentar e parece que a pessoa está apertando uma mão de borracha. Ou o “esmaga nozes”, que é quando apertamos a mão da pessoa de uma forma que parece que vai quebrar todos os dedos dela. Ao contrário ao que muitos pensam, isso não demonstra confiança, apenas transparece um perfil rude e agressivo.

O ideal é ter firmeza e bastante energia, cumprimente a pessoa olhando nos olhos dela e sempre que possível com um sorriso no rosto. Existem combinações de expressões para gerar empatia de uma forma rápida , entretanto essa é a base de todas.

Bom, deixarei apenas essas 4 dicas para o texto não ficar grande, pois sei que muita gente primeiro vê o tamanho do artigo para depois ler.

Caso queira saber um pouco mais sobre o assunto, basta comentar aqui embaixo ou me procurar nas redes sociais que terei prazer em respondê-lo(a).

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Espero que tenham gostado do assunto!

Para refletirem sobre o que foi lido, deixarei aqui uma imagem que vocês provavelmente já presenciaram alguma vez em algum lugar.

Nesta imagem duas pessoas estão completamente focadas uma na outra, corporalmente inclusive, enquanto a terceira pessoa demonstra insatisfação com a situação e intenção de sair do ambiente.

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Marcelo Rodrigues

Written by

1992, Brazilian. Student of neurolinguistic and neuroscience, lover of psychology. But before all this, graduated in Software Engineering

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