Promíscua

(Um poema de amor e ódio)

Tenho sangue nas mãos
Porque torço
Pra dar tudo errado
E você querer voltar.
Pra que coisas horríveis
Inimagináveis
Tirem esse sorriso do seu rosto
Pois não fui eu que o coloquei lá.
Tenho a roupa suja de sangue
Porque torço pra que
Na merda
Sua boca promíscua esteja
Mais uma vez unida à minha.
Seu corpo
Que tantas já tiveram
Agora me dá nojo
Mas que seja meu outra vez.
E me odeio por isso
Por meu rosto respingado de sangue
Me odeio por te querer
Odeio a minha ferida
O meu vazio
Que só você parece preencher
Mal
Mas com seus retalhos sangrentos
Com seu cheiro
Promíscuo
Que eu amo
E abomino.