Viver pra mim por mim: o efeito benéfico do egocentrismo


Colocar a ideia de que somos autossuficientes em nossas vidas parece ser uma tarefa difícil para esse século.

Mas, mesmo que atualmente a dieta seja inspirada no sexo rápido, nos aplicativos de pegação e na onda de vários ‘namoridos’, a situação era muito pior antigamente. Então, se está tudo mais favorável ao egocentrismo, por que não usá-lo para o bem? Mas, para conseguir retirar toda a essência da bondade de uma atitude egoísta, requer um longo trabalho de altruísmo e discernimento.

Pode até parecer paradoxal, mas para ser um bom egoísta, é preciso ser uma pessoa altruísta. Afinal, mesmo dentro de nossos egos, nós precisamos nos relacionar com os outros, e para isso, entra a total sociabilidade. Mas, não estamos aqui para falar disso.

O que nos importa, é retirar algo bom de todo este culto ao “eu”. E, para ser mais direto ainda, digo que só conseguiremos alcançar o altruísmo, se formos cada vez mais egocêntricos. Nós somos a nossa própria razão de melhora. Quando pensar em melhorar, não se pergunte mais ‘melhorar por quem?’, a resposta está justamente na pessoa que também fez a pergunta: você.

E ao melhorarmos com nós mesmos, acabamos por melhorar com os outros. É um processo por tabela, um efeito dominó da mais terrível intenção, mas que gera o melhor dos resultados. Na medida certa, focando nas coisas corretas, esse ato de se colocar no topo de tudo, pode vir a ser um benefício. É preciso coragem para saber que precisa melhorar, que precisa pensar mais em si, para assim começar a ver o mundo de outra forma, ver as pessoas de outro ângulo.

Talvez quem tenha lido até aqui, se não foi embora, provavelmente já não está entendendo nada. Mas deixe-me usar apenas um exemplo: ao se vestir melhor, ao pensar mais em você, logo as pessoas te notarão diferente, talvez melhor. Assim, suas relações podem mudar, podem melhorar; e não há nada mais altruísta, do que se amar.

Este texto é apenas um esboço de um pensamento em uma noite estrelada. Pode ser mais um desabafo, uma constatação. Mas, acima de tudo, é um ato altruísta, simbolizando que é possível mudanças.
One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.