Mobilize Week #15
O que rolou essa semana no mundo mobile-first

Start-up da Semana: Natural Cycles
A Natural Cycles é uma start-up que está causando um grande alvoroço na comunidade científica.
Sua proposta é ser um App Contraceptivo, uma espécie de versão moderna da “tabelinha”. Alegando taxas de erro na casa dos 6.5%, conta 9% das pílulas tomadas oralmente e 18% dos preservativos (esses dois últimos dados são da American Pregnancy Association), funciona ao se medir a temperatura corporal e, graças aos seus poderosos algoritmos, indica se o período é fértil ou não.

Apesar das críticas e ceticismo, recebeu certificação europeia no mês passado e acabou de ter comercialização autorizada pela FDA, um tipo de Anvisa norte-americana.
Interface Neural: um novo paradigma
Desde que nos percebemos na era digital, vivemos sob o paradigma da interface gráfica e visual. É natural que pensemos uma interação homem-máquina acontecendo numa tela (seja o desktop ou smartphone) num fluxo contínuo de toques e cliques.
Os Chatbots nos desafiam a pensar relações conversacionais, o que já se configura em um enorme desafio de repensamento de usabilidade e interface.
Os Voice Assistants (Siri, Bixby, Google Assistant e Alexa, entre tantos) são a grande nova lógica de interface e prescindem de telas, quebrando em pedaços tudo o que entendemos por presença digital.
Vem do MIT Media Lab mais uma frente que nos tira do campo conhecido e conforto.
O AlterEgo é um sistema vestível, não invasivo, que permite aos humanos conversarem com máquinas, assistentes de inteligência artificial, serviços e outras pessoas sem voz. Isso mesmo, sem abrir a boca e sem movimentos externamente visíveis, mas simplesmente vocalizando internamente.
O wearable capta sinais elétricos, induzidos por movimentos sutis, de articuladores de fala internos (quando um usuário intencionalmente vocaliza internamente), em semelhança ao se falar consigo mesmo.
No limite, é como se nos bastasse falar conosco ou simplesmente pensar em uma ação, para que a interação aconteça.
Ainda sobre Interface
Aproveitando o tema, aqui vai um vídeo publicado originalmente pela Wired, com o projeto OpenBCI, que nos mostra experimentos riquíssimo usando o cérebro como interface para comandar objetos.
Case da Semana: “Astronaut Reality Helmet”, da McCann New York para National Geographic
Por mais que VR tenha grande destaque em festivais de criatividade em todo mundo desde 2016, fato é que vemos poucos projetos e cases realmente estruturados com a nova plataforma. Por isso, esse grandioso projeto merece destaque: uma experiência incrível em VR, combinada com um IoT (capacete) e presença super contextualizada em planetários e museus de ciência.
Toyota investe meio bilhão de dólares no Uber

A montadora japonesa anunciou na segunda-feira que investirá USD 500 milhões no Uber.
O vigoroso movimento mira a o próximo passo da companhia de corridas conpartilhadas: os self-driving cars.
A ideia é equipar as minivans Toyota Sienna com a tecnologia autônoma e iniciar testes do mundo real já em 2021.
“Este acordo e investimento marca um momento importante em nossa transformação para uma empresa de mobilidade”, disse Shigeki Tomoyama, Presidente da Toyota Connected Company.
Instagram e Tinder miram público universitário

O Instagram anunciou essa semana, que está em fase de testes de uma funcionalidade voltada a promover maior proximidade entre o público universitário, inicialmente, nos EUA.
Está em Beta uma ferramenta, para convidados apenas, que facilitará busca por perfis de colegas de classe, para então permitir a troca de mensagens diretas.
Movimento similar fez o Tinder, com nova funcionalidade, por ora, exclusiva para iOS: o Tinder U. Basicamente, você pode fazer buscas por colegas de classe e universidades perto de você.
Realidade Aumentada impulsiona experiências no varejo

A Infinity Research acabou de publicar um estudo apontando as tecnologias que mais impulsionarão o varejo (físico e online). No topo da lista estão as aplicações de Realidade Aumentada.
Segundo a empresa,tecnologias como AR e VR influenciarão o futuro do varejo, redefinindo experiências de compra radicalmente.
Por exemplo, aplicações AR podem ajudar o consumidor a usar um espelho ou tela inteligente para visualizar a peça de mobília da loja na sala onde deseja colocá-la em sua casa. Essa tecnologia também permitirá que os clientes vejam como as roupas ficariam neles sem ter que fazer muitas tentativas de vestuário.
Outra frente apontada é a experiência de loja personalizada: os varejistas agora estão considerando maneiras de usar beacons, dispositivos IoT e aplicativos mobile para oferecer uma experiência mais personalizada. Esses dispositivos serão usados para endossar e ajudar os clientes a encontrar os produtos que melhor atendam ao seu gosto e às suas necessidades.
Outras tendências apontadas pelo estudo são :
:: Robôs para restocagem automatizada de prateleiras,
:: O fim da filas nos caixas, seja por iniciativas de mobile-ordering ou inovações como as apresentadas pela Amazon Go, e
:: Proliferação de mini-mercados, nichados e localmente relevantes a partir de uso de dados para compor sortimento das lojas.
Matéria publicada originalmente no Canal Tech.
Minha empresa precisa de um app?
Por Stephanie Kohn | 24 de Agosto de 2018 às 16h24

Uma pesquisa realizada pelo app de análise Annie revela que a economia baseada em aplicativos deve girar US$ 6,3 bilhões até 2021. Mas isso não significa que todas as empresas terão de ter um app se quiserem engajar no mundo digital.
Outro estudo, realizado pela Localytics, empresa de análise e ferramentas para aplicativos, revelou que 21% das pessoas só usam um determinado app uma única vez e a retenção desse público após 90 dias é de apenas 20%. Isso significa que de 100 pessoas que baixaram seu app, dentro de três meses, apenas 20 ainda vão interagir com ele.
Sendo assim, nem sempre a criação de um app é a resposta para um negócio. De acordo com Leo Xavier, CEO da Pontomobi, empresa focada em mobile marketing, antes de criar um aplicativo é preciso pensar no serviço. “Os melhores aplicativos do mundo não nasceram como app. Os criadores repensaram uma experiência usual das pessoas, criaram um serviço e, então, materializaram em um aplicativo”, comentou fazendo referência a serviços como Uber.
Isso significa que nem todo serviço ou produto precisa de um app e nem todo negócio da nova economia precisa ser pensado como app logo de cara. “Com os dados que temos sobre uso de aplicativos fica claro que a continuidade é o mais importante, quando você faz a transição do serviço/produto para o app”, disse. “Precisamos parar de pensar em aplicativos, mas pensar em aplicações. O que a gente tem que entregar é uma excelente experiência digital para o consumidor”, finalizou.
Ainda que não criem aplicativos é importante que as empresas se adequem ao mundo mobile, já que, até 2020 surgirão cerca de 171 milhões de usuários de smartphones na América Latina, segundo o Google. Ser capaz de proporcionar uma experiência sólida e fluida para o público mobile deve ser considerada uma das prioridades da estratégia digital. O importante é oferecer a esses usuários um ambiente confiável e rápido.
Progressive Web Apps (PWA): experiências digitais fluidas e ágeis
Os usuários tendem a ter grandes expectativas ao navegar na internet: querem encontrar a informação que procuram rapidamente, a qualquer hora e em qualquer lugar. Nesse sentido, um estudo da DoubleClick, fornecedor de soluções de marketing digital do Google, mostra que 46% dos consumidores declaram que o que eles menos gostam ao navegar na internet móvel é esperar que as páginas carreguem.
Além disso, a análise revelou que metade deles espera que um site carregue em até 2 segundos. O estudo também comparou as páginas que levam 5 segundos para carregar com aquelas que demoram até 19 segundos, e descobriu que, para as primeiras, as sessões são em média 70% mais longas e as taxas de rejeição 35% menores.
Estes números mostram que a performance e a velocidade dos sites exercem um papel central na experiência digital do usuário. Alguns segundos a mais podem fazer a diferença quando a pessoa tem que decidir entre ficar ou abandonar uma página. Com o seu celular na mão, na fila do supermercado ou esperando o trem, o usuário procura soluções aqui, agora e sem demora.
Os PWAs são recursos valiosos quando se trata de otimizar a experiência mobile dos usuários. Essa tecnologia agrega funcionalidades aos m-sites (sites mobile), proporcionando um comportamento semelhante ao dos aplicativos nativos (aqueles que precisam ser baixados no celular).
Para obter insights sobre o mercado mobile, acesse esse estudo do Google.
Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots 2018

A Mobile Time e o Opinion Box produziram um excelente material com panorama da indústria de Bots no Brasil. Vale baixar o estudo completo aqui.
Mobilize Week é uma publicação semanal com resumo das mais relevantes notícias sobre o mercado mobile-first. O conteúdo é uma compilação dos posts publicados pela Pontomobi em seu perfil no Instagram.
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