O dia que encontrei meu amor em Roma
Promete ficar? Fica até os meus cabelos começarem a nascer como a invenção da neve, desde a fundação do universo. Permaneça sempre aqui, como na juventude, onde você ocupou espaços vazios, ditou e reeditou caminhos.
Hoje, eu lembrei do mar e, também, da primeira vez que olhamos a profundidade do oceano juntos. Estávamos em uma ilha de pescadores perto de muitas redes, acho que as mesmas que fisgaram o meu interior. Recorda que depois fomos para uma casa de madeira na montanha da ilha? Lá, eu consegui ver o norte, o sul, o leste e o oeste de uma vez só. Lá, eu escutei címbalos de doçura e me desmontei em teus braços.
Já terminei com você, já voltei, já briguei, já amei e, todas as vezes que isso aconteceu, você escutou tudo sem reclamar. No começo, eu te odiava por isso, poxa! Ao menos, sei lá, confrontasse os meus argumentos. Depois de anos, entendi que estávamos construindo um relacionamento saudável no tempo e não nas minhas inconstâncias.
Do outro lado do oceano, em carta aberta ao minúsculo público, estou aqui para dizer que, desde o princípio, você foi meu primeiro e último amor.
Obrigada pelo tudo e pelo nada, até que enfim posso falar isso de verdade.
Obrigada pelo silêncio e pelo barulho.
Pelo começo, meio e fim.
Pelo céu e pela cruz.
Amo você J. ❤️
