Quando você ama você!
Há um ano eu estava em um dos pontos mais altos da terra. Escolhi a viagem, a época, para me encontrar. A fase estava difícil, pois passava por um daqueles ciclos que a vida amassa, judia e te faz morrer, do literal ao real, sem autocomiseração.
Do alto de um monte no Atacama, eu olhei para cima e chorei. Tirei sangue da alma e, como pássaro, entendi que precisava voar. Precisava encarar meus medos de menina, meus anseios de mulher e readaptar a vida para um ciclo que perder era ganhar.
Hoje, entendendo o equilíbrio entre o ser e o espírito, estou no ponto mais baixo da terra — que é o Mar Morto — , para provar que perder é o caminho para se encontrar, que morrer é o caminho para renascer, sem sombras, sem ligações, sem você ter que ser o que não é.
Cada ser humano tem o seu processo particular na superação de altos e baixos. Então, por que negar os ciclos ruins?
A vida nos bate para ensinar que o melhor da regeneração é a fé, a coragem e o amor. Por isso, nunca desista de quem você é, pois existe uma vida incrível depois dos vales.
Afinal, a superação não serve para você voltar a ser quem era, mas, sim, para você entender que o amadurecimento não esfria a fé. Pelo contrário, ele te alonga para a maciez dos detalhes e da misericórdia.
Agora, eu choro, mas é por entender que tudo vale a pena!
❤
