A direita bate cabeça? A esquerda e o centro também

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Você provavelmente já presenciou uma discussão de futebol onde cada um defende seu time como se fosse o melhor, todos têm argumentos a favor e contra, a discussão geralmente é acalorada, não se chega a resultado nenhum e semana que vem depois da próxima rodada do campeonato todo mundo está discutindo de novo.

Isso se deve ao fato de que é uma discussão muito mais baseada em emoções e preferencias pessoais do que em questões técnicas, não que seja uma discussão totalmente desprovida de argumentos, mas cada um defende o seu time. Na política muitas vezes também é assim.

O episódio recente da briga entre Joice Hasselman e Reinaldo Azevedo evidenciou isso entre os setores da sociedade com preferência pela visão política de direita, um confronto entre as duas principais correntes da direita no nosso pais. Reinaldo é um expoente de uma direita mais “tucana” intelectual e blasé, enquanto Joice um estilo “Bolsonariano” cidadão de bem.

Vi muita gente compartilhar, rir e até comemorar o episódio. Acho interessante que esse tipo de briga, assim como no futebol, não é novidade nas correntes políticas no Brasil.

A direita bate cabeça, (isso não começou agora) também é interessante observar que episódios como esses vem acontecendo em outras correntes políticas a tempos. Tomando a esquerda como exemplo temos o surgimentos de diversos partidos políticos por rachas dentro de seus movimentos.

PT surge como uma esquerda trabalhista agregadora de ativismo sindical e muito agradável aos olhos de artistas simpatizantes da esquerda na década de 80, PDT um trabalhismo mais técnico com ideias de Darcy ribeiro, após isso os rachas começam, do PT saí o PSTU um partido de estrema esquerda, anos mais tarde quando o PT chega ao poder o grupo mais radical insatisfeito com os rumos da administração forma o PSOL, o PDT com a morte de Brizola sofre a saída de diversas figuras para outros partidos. Movimentos ideológicos de esquerda, Radicais e moderados também tem divergências fortes a acaloradas como entre as vertentes de Joyce e Reinaldo.

A política de centro no Brasil também tem conflitos, entre representantes de um centro totalmente não ideológico que apenas visa participação em governos, centro ideológico e um “centrão” conservador.

A questão é que como são antagônicos entre si, quando um grupo briga o seu oposto adora assistir o que está acontecendo e comemora a briga do outro.

A pergunta é, em meio à crise política, social, econômica e moral que estamos vivendo onde vamos chegar com isso tudo? Uma frase antiga diz que em casa que falta o pão todo mundo briga e ninguém tem razão. A solução não está no tensionamento mas no diálogo. Precisamos urgentemente de agregadores.

Ah! Antes que eu me esqueça, não seja ingênuo e lembre-se que uma disputa pode servir muito bem para promover os envolvidos nela.

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