Desejos

Eu não sei o que quero de ti.

Não sei se desejo tua presença, teu abraço ou teu cheiro. Se desejo logo os três, ou nenhum. Não sei se só desejo isso porque o sentimento é bom, porque sei que é só isso, ou se quero algo mais.

Não sei o que quero pra nós. Não sei se morro de vontade de te mandar mensagem, se quero saber como você está o tempo todo ou se só queria que você lembrasse de mim pra falar que você vai finalmente comprar um teclado, como você fez ontem. Não sei se isso é o que eu mais quero, ou se no fundo eu queria estar contigo nessa hora pra te ajudar a escolher e a comprar, pra tocar contigo e colocar a cabeça no teu ombro, pra ouvir o som doce das notas que tu vai aprender. Não sei se eu quero assistir tudo isso de longe com o meu sorriso esperançoso, ou se queria que tu percebesse que, na verdade, eu tô sempre te observando, sempre admirando teu sorriso, sempre esperando que você me note.

Não sei se eu queria estar contigo agora ou se eu preciso disso. Não sei se eu tô morrendo de saudades ou se tô de boa. Não sei o que vou sentir a próxima vez que te encontrar, se isso vai acontecer essa semana ou só no dia do teu aniversário. Não sei se quando isso acontecer eu não vou sentir uma vontade louca de te beijar. Não sei se eu estou me empenhando tanto no teu presente porque eu quero que você sempre tenha uma boa noção do quanto eu te amo, ou se é só porque eu sei que quando você recebê-lo você vai sorrir e agradecer e adorar e é isso. Porque te faltam as palavras, sempre. E talvez tenha um agradecimento posterior no whatsapp, mas pessoalmente, ah… Não sei se eu quero que esse momento chegue tão rápido.

No fim das contas, não sei exatamente o que significa esse amor gigantesco e incondicional que sinto por ti desde o primeiro momento que te vi. Desde quando eu quis descobrir teu nome. Parece que estamos sempre interligados com a ajuda do universo. Ter acontecido na terça-feira de setembro — como Clarice não me deixa esquecer, tu ter tido tempo de falar comigo quando eu puxei papo, as datas, os momentos, as sincronias, tudo. O fato de tu ser a melhor pessoa do universo. Todos os nossos gostos em comum. Nós temos até o mesmo quebra-cabeça. E a gente quer ter a mesma sala de puzzles na nossa casa quando tivermos uma (você só não sabe ainda que vai ser a mesma sala de puzzles porque nós vamos casar, obviamente).

A verdade é que eu não faço ideia de onde eu quero chegar com isso. Parece que tudo o que eu sinto é o universo me empurrando pra algum grande objetivo com esse sentimento todo, só que eu não sei qual é ele.

E ontem eu te disse que estou com saudades. Teu único defeito talvez seja me encher de promessas que você não cumpre — e eu já te disse isso — mas, no teu caso, eu sei que é com boas intenções. Você disse que a gente vai se ver logo logo, mas daí eu já não sei. Talvez o universo adie esse encontro propositalmente pra fazer com que o momento seja ainda melhor. E eu, sinceramente, não sei o que esperar dele.

Só queria mesmo era uma abraço bem longo e um sorriso teu — de preferência segurando o meu presente que deu certo.

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