Lembre-se de se amar!

O mundo pode fazer você se sentir pequeno, moído por dentro, dilacerado. Você pode se sentir zonzo de tanto pensar e não conseguir chegar à conclusão alguma. Pode até ter a sensação de estar fora de órbita, dividido em inúmeros pedaços, perdido no espaço. Uma sensação que foge ao controle e à clareza de seus próprios sentidos.

As pessoas podem exigir mais do que você pode dar ou ser, mais do que você precisa ter. Elas podem testar você, deixá-lo em dúvida, tentar irritá-lo o máximo possível. Mesmo aquelas que você considera suas amigas podem mexer com suas emoções ao fazer ou falar algo que não lhe agrada. Você pode se sentir decepcionado, ressentido ou até mesmo triste, mas nada vai mudar a verdade dos fatos. De repente, até quem você mais ama soará como alguém estranho para você.

Vivemos e, no meio das experiências, temos de lidar com o que atiram em nós e nos deixa atônitos. Temos de conviver com aqueles antagonistas que nos ensinam a darmos o melhor de nós. Não por eles, mas porque precisamos nos superar para provarmos a nós mesmos que somos capazes de mudar dia a dia. Lapidar o nosso espírito e a nossa moral; aprender e dividir o que aprendemos; doar e multiplicar o que temos.

Não fossem as situações e as pessoas que nos pressionam, ficaríamos imóveis, com os pés enraizados sem nos darmos a chance de aproveitar os aprendizados de uma existência divina. Elas nos assombram, mas igualmente nos forçam a crescer. Tenham o nome que for, problemas ou frustrações, dores ou inimizades, cada um faz o papel de um mestre com a função de nos dar um ultimato para que possamos agir.

Parece absurdo: nesses momentos, sentimos nosso coração acelerar, nossa mente travar, nossa voz diminuir e nosso corpo chacoalhar todo por dentro. Parece desumano: sentimo-nos injustiçados por sermos chamados a tomar uma atitude diante de nossa própria vida. É contraditório porque tudo o que desejamos é decidir por nós mesmos. Porém, quando tudo se mostra bem diante dos nossos olhos, não conseguimos escolher e nos encolhemos. Queremos fugir sem saber para onde.

Somos assim: insensatos, indecisos e medrosos e está tudo bem porque isso faz parte do jogo. Precisamos apenas nos conectar com o nosso eu maior para buscar a harmonia dos sentimentos em meio as emoções desastrosas. É importante usarmos a nossa força de vontade para nos movimentarmos positivamente dentro da nossa própria concha e procurarmos a luz que nos leve para a melhor decisão possível.

Devemos respeitar as nossas falhas e pausas e olhar para nós com admiração mesmo que tenhamos caído. Precisamos acolher as nossas dores e nos apresentar para uma parte de nós que já conhece a força que tem. Temos de dar as mãos a nós mesmos, abraçarmo-nos, olharmos para dentro dos nossos próprios olhos e deixarmos fluir o amor que sentimos por nós mesmos. É ele que vai nos ajudar a sair do lamaçal e nos reorientar para voltarmos à luta muito mais fortalecidos.

Então, independente do que sente diante das situações e das pessoas, dê-se o tempo necessário para se recompor e se reconstruir. Lembre-se de seu amor próprio e deixe que ele o cure de tudo o que lhe oprime e amedronta. Lembre-se de se amar!