Roar

A montanha era seu próprio Deus

E como tal, exigia sacrifícios.

A fera inquieta espreita, faminta,

Pela fenda que lhe abrigava

E pela fenda saia.

Letal.

Mas não havia ali presa que a saciasse

A fera, voraz,

Arrastava pela fenda um animal de pequeno porte.

E rugia.

Ao fundo da caverna jazia

A carcaça de um grande antílope

Um lembrete podre e nostálgico

De sua última refeição de verdade

A montanha se agita

E jorra sua ira

Pela mata de presas fáceis e descarnadas

A tudo que atinge

Mata.

Mas de sacrifício não servem.

A saga continua.

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