Sobrevivencialismo: um caminho de volta a você mesmo

Desculpe te dizer, chapa, mas não existem certezas. Até o sol pode teimar em não nascer amanhã.

Pense comigo, conforme fomos crescendo e aprendendo as coisas do mundo, fomos também criando para nós uma tal “zona de conforto”. Ela nada mais é do que a soma de nossos erros corrigidos e revividos, criações de nossa memória e percepção. Podem ser também as distorções que fazemos em nosso benefício, os imaginativos quadradinhos em que colocamos tudo, fingindo que está tudo arrumadinho… Tudo isso nos faz sentir seguros no mundo, nos dá uma falsa sensação de que “tudo está sob controle”.

Foi a partir dos nossos aprendizados e vivências e suas indefinidas repetições, que nós criamos esse senso de “realidade” que temos, ou pior, senso que nossa realidade é “A verdade”. Na verdade “as verdades” de cada um são totalmente subjetivas e únicas, pois elas tem a ver com as coisas pelas quais passamos durante nossa existência! Mas a sensação de segurança (e os desvios emocionais e físicos consequentes disso) é generalizada, está em todas as culturas, e ainda a temos como positiva para nós. Infelizmente a “segurança” é apenas um delírio criado coletivamente que faz parecer que tudo está onde deveria, seguindo um curso certo, bem ajustado e de forma “natural”. No entanto, na real, TUDO é incerteza. Tudo é caos!

- OhWait! E agora?

Mas espere, as incertezas não deveriam nos paralisar! De fato, são elas, e os aprendizados que trazem, que nos movem para um patamar existencial novo, nos fazem ver as coisas com ar revigorado e até nos deixam aptos para um próximo desafio! Quem, quando criança, não gostava de ser desafiad@? Que chatice seria viver num mundo cheio de certezas, pronto e acabado, com nada mais a testar ou criar, não é mesmo? Se fosse tudo tão estanque assim, estaríamos fazendo as mesmas coisas que nossas trisavós faziam… Nunca teríamos mudado ‘as realidades’ que foram se sucedendo nestas tantas décadas. O medo, a incerteza, o perigo, a desconfiança, a dor, o risco, a tristeza, o descontentamento… tudo isso faz parte do crescimento individual de todos nós desde que nascemos! Foi através dos desafios e seus desconfortos que evoluímos como pessoas!

Para nossa alegria, é justamente pelo fato de não existirem certezas que o nosso destino pode ser construído por nós mesmos.

- Ufa! Viva eu!

Eu disse “pode”… pois se é a gente quem faz o nosso caminhar entre os aprendizados e experiências, então temos que ser responsáveis por nós mesmos, certo? E aí é que está… Estamos muito acostumados a receber tudo pronto e mastigado, muitas das vezes vem até digerido. Nós só defecamos. :/ E às vezes nem isso conseguimos…

Avalie você mesmo: quantas comodidades em sua vida se tornaram verdadeiras prisões? Quanto do mundo fora dessas grades você conhece? O quanto dessa realidade foi criada por você?

Em alguma parte dessa porcaria toda, que está desmoronando bem diante de nossos olhos, está um tanto de nossa própria culpa, certamente. Mas em grande parte eu credito as nossas falências como seres humanos ao fato de que não tivemos na escola aulas de “auto estima” ou de “auto confiança”, um professor para ensinar “auto suficiência” ou “auto controle”. E às vezes, nem no seio de nossos cuidadores e familiares tivemos acesso a isso…

Nesse monte de “auto-isso” e “auto-aquilo” esse auto significa “eu mesmo”. E SER VOCÊ MESMO é a coisa mais valiosa que você pode almejar na sua vida! São esses “autos” todos que nos definem, nos animam, nos trazem felicidade autêntica, nos resguardam, nos fazem lutar, nos ajudam, nos fazem renascer a cada dia, nos obrigam a ver o mundo com outros olhos. Mas, veja: manter as pessoas afastadas de si mesmas é o que dá lucro para terceiros! Isso explica porque que não vimos esses aprendizados na escola. E é também por isso que ninguém até hoje soube te ensinar nada de útil nesse sentido. Óbvio, pois afinal, nenhum poderio estabelecido tem interesse em espalhar esse conhecimento, senão eles perderiam a fórmula mágica para manipular as pessoas e deixariam de lucrar… Tadinhosss… SQN!

Então no fim das contas teremos que ser nós mesmos a buscar esses “autos” todos aí de cima. Precisamos ser nós mesmos a nos definir, nos animar, a descobrir a nossa autêntica felicidade, nos resguardar de problemas e intempéries, nos equilibrar, ajudar a nós mesmos, nos renovarmos a cada dia. É hora de ver o mundo com outros olhos e nos redescobrir.

Mas, Moniiiii, como eu faço para abandonar certezas que não estão dando mais tão certo assim? Como eu faço para por a mão na massa do meu próprio destino, da minha própria vida? Por onde eu começo?

Hummm… Boa pergunta! Mas eu te dou a pista: as coisas mais importantes da nossa vida nós aprendemos VIVENCIANDO, ou seja, simplesmente por estarmos vivos, sencientes e atentos. Precisamos sair da caixa, nos permitir buscar e experimentar o novo, o fora do comum, o inovador, o diferente! Só assim ampliamos a nossa zona de conforto, esse lugar não-lugar que criamos para mitigação de danos à nossa integridade mental e física. É ‘lá’ que colocamos tudo o que conhecemos, bom ou ruim, tudo aquilo que só conhecemos porque que já vivenciamos, descobrimos, investigamos, experimentamos, provamos, testamos e aprovamos!

É nesse ponto que o projeto A Sobrevivencialista entra!

Independente do propósito maior de cada um, SOBREVIVER é a LEI PRIMEIRA de TODO o ser humano vivente e permeia muitas das nossas atividades mais corriqueiras. Mesmo inconscientemente, nosso dia a dia tem esse parâmetro como nosso foco número um, afinal, se não fosse isso, já teríamos morrido! Só que um sobrevivencialista pensa na sobrevivência de um jeito um tanto diferente ou percebe e faz o que a maioria das pessoas não sacou ou, se sacou, não tem ideia por onde começar.

Nós sabemos que se fizermos aquilo que todo mundo faz ou o que nós mesmos fizemos sempre, obteremos aquilo que todos obtêm ou somente o que nós mesmos temos conseguido até o momento. Repetir práticas e pensamentos não trará resultados melhores ou diferentes. Para alcançar novos objetivos, precisamos começar a fazer as coisas que a gente nunca fez ou mesmo aquelas que a grande maioria não está disposta a fazer. A gente precisa abrir os olhos, aguçar os ouvidos, pensar e perceber diferente, sentir-se diferente, agir diferente, SABER-SE diferente. E estar (secretamente) feliz com isso e com essa nova forma de viver!

Que tal ser motivado a ver e fazer diferente? O que acha de ser ajudado a entender a importância de novos aprendizados e a conhecer as diversas possibilidades que existem “fora do quadradinho”? Eu desejo expor você a novos paradigmas; mostrar oportunidades; esclarecer como certas coisas funcionam, ou como poderão vir a funcionar para você; encaminhar você para uma revisão de seus hábitos arraigados e de suas prisões pessoais; quem sabe até ajudar a promover a melhoria de alguns aspectos da sua vida pela revisão/avaliação que você mesmo fará de você.

A Sobrevivencialista quer ser a suazona de aprendizado e, para isso, a primeira coisa a fazer é ESTAR CONSCIENTE de alguns conceitos que estão no bojo do sobrevivencialismo. É importante primeiro entendê-los e, depois, se achar que é positivo, ir gradualmente se auto revendo, se auto reconstruindo, testando e implementando ou desenvolvendo novidades em sua vida e/ou na de sua família.

Mudar radicalmente o seu rumo não é o fim do mundo. Aliás, mudar muitas coisas em sua vida pode até ajudar você neste quesito! ;)

O mais importante: quero propor sem impor, informar sem tomar partido, apresentar caminhos, mostrar direções. E SÓ! A intenção é, acima de tudo, respeitar a convicção e as preferências de cada um, politicamente, religiosamente ou filosoficamente falando. Sobreviver está acima de questões políticas, ideológicas e religiosas, pode ser o amálgama disso tudo, ou nada disso aí. É possível existir um sobrevivencialismo apartidário, anti doutrinação, multi ideologias e pré-pós-apocalíptico (isso existe, e existe AQUI!). O foco é fazer você ver que você deve ser a sua prioridade número um, tanto em saúde mental quanto física ou espiritual, a fim de que você possa atender da melhor forma as demandas que já existem e outras que possam vir a existir.

Quer ser um empreendedor de sua própria vida? Quer sair das ‘certezas’ do seu passado e do seu presente e construir seu futuro e dos seus entes queridos com as próprias mãos?

Quero te ajudar a DESAPRENDER o óbvio e adentrar no incomum! Que tal lhe parece?

Não dá para fingir que nada está acontecendo. Se as mudanças são inevitáveis, melhor estarmos preparad@s!

OBS: palavras acrescidas do @ são para privilegiar o uso dos termos tanto no masculino quanto no feminino numa mesma sentença. Grata.

Texto original de Moni Abreu, A Sobrevivencialista
Uma publicação simultânea nos blogs
Novos Urbanos e A Sobrevivencialista

Quer ser um TOP#1? Fique ligado em nossas atualizações em primeira mão! Você pode me enviar um email, com seu nome, cidade e estado, para a.sobrevivencialista@gmail.com e você fará parte deste seleto círculo de loucos… ops, de sobrevivencialistas que serão os primeiros a receber meus textos e ainda poderão ter acesso a outras exclusividades que estou preparando só para os TOP#1. :D

Curtiu o babado? Você pode compartilhar para que seus amig@s também saibam que A Sobrevivencialista existe! :)