A Co-Criação na prática

Como mencionado na publicação anterior, o termo co-criação surge em 2004, mas é nos últimos anos que mais se tem evidenciado. É possível verificar o interesse pelo tema através do Google Trends, que nos indica que desde 2006 o termo tem sido alvo de várias pesquisas.

A co-criação implica o lançamento de um produto para o mercado que é constantemente melhorado através da opinião recebida por parte dos consumidores.

Mas a quem serve a co-criação? Existem produtos e/ou serviços mais adaptáveis ao conceito do que outros.

O autor Eric Mankin sugere três tipos de produtos para este tipo de análise, sendo eles:

-Mousetrap products;

-Chasm Product;

-Supply Shock.

O primeiro refere-se a produtos que estão ainda por terminar, cujos futuros consumidores ajudam a melhorar. O principal objectivo é conhecer profundamente as necessidades do consumidor e a solução às mesmas. O estado corrente do produto e/ou serviço é incompleto e a co-criação assume-se como obrigatória.

O segundo tópico são produtos baseados em rede. Na fase inicial existem poucas pessoas que se dirigem ao produto, obrigando a empresa a compreender como poderá tornar o mesmo viável para o resto do mercado. É uma aprendizagem mais atractiva ao mercado e que apresenta menor risco envolvido.

O terceiro tipo de produtos é o que se identifica um valor inferior na aplicação do conceito em que a procura dos produtos está relacionada com as alterações ambientais. Como exemplo podemos referir a gasolina, pois existe pouca procura para alternativas quando o mercado suporta o preço por litro. No caso de existirem factores ambientais que levem o preço a subir acima do aceitável, o número de produtos e/ou serviços procurados aumenta — uma explicação para só agora se estar a falar em tecnologias que já tem décadas de existência mas que nunca tiveram a pressão suficiente da parte do consumidor para serem introduzidas.

Neste caso a co-criação deixa de fazer sentido, por falta de interesse do mercado noutro produto ou num melhoramento. Por exemplo, no sector tecnológico, o software de antivírus não assume necessidade de melhoramento por parte dos consumidores, porque o interpretam como uma necessidade, não criando qualquer relação com ele.

A co-criação é valida para empresas B2C, mas também para empresas B2B.