22 anos de orgulho

A Monique que apresentarei nesta carta é uma pessoa que passou por muitas mudanças nesses 22 anos de vida. Praticamente filha única, com um irmão por parte de pai que nunca morou na mesma casa, lembro de uma infância criativa e como sempre morei em uma chácara, as brincadeiras eram sempre relacionadas com a natureza. Lembro de brincar de índio, construir ocas com bambus, subir em árvores, construir um balanço com meu avô, andar de bicicleta ao redor da piscina, nadar muito, enfim… desde brincar de arqueóloga na areia até produzir perfumes com flores do jardim. Minha infância nunca foi solitária, me sentia sempre completa e minha mãe sempre em casa nos fez muito próximas e amigas até hoje. As amizades que fiz quando pequena duram até hoje e considero essas pessoas parte da minha família, e disso me orgulho muito. Meu pai, sempre trabalhou muito e hoje vejo como sempre me espelhei em sua personalidade pró-ativa, organizada, planejadora e comunicativa. Aos 14 anos, no colégio, tomei minha primeira grande decisão, que foi uma de minhas maiores conquistas: realizar o ensino médio tradicional ou realizar o curso técnico de comércio exterior integrado ao ensino médio no Colégio Visconde de Porto Seguro. Me lembro de decidir com muita clareza que cursaria o curso técnico, meu pai como sempre trabalhou com Vendas e Marketing, me inspirou a conhecer a área dos negócios. No mínimo, descobriria que não gostava desta área e partiria para outra área do conhecimento. Porém, após cursar 3 anos, em conjunto com o ensino médio, matérias como: Marketing, Contabilidade, Introdução à Gestão, Matemática Financeira, Direito Internacional, Práticas de Exportação e Importação e desenvolver um projeto incrível de criar uma empresa exportadora de bens de consumo para a Coréia do Sul (país definido por sorteio para o meu grupo), que ganhamos, com muito orgulho, o prêmio de segundo lugar na feira de empreendedorismo, descobri um grande interesse pela área dos negócios. Além disso, durante o curso, tive uma professora-mentora que me inspirou a cursar Administração de Empresas na Fundação Getulio Vargas. Ela foi a primeira mulher de Valinhos a entrar na Fundação e sempre foi muito apaixonada pela faculdade e pelo curso. Me lembro de chegar em casa e dizer ao meu pai que gostaria de cursar FGV e ele ter se emocionado, pois quando veio para São Paulo com 20 anos, o seu sonho era cursar FGV mas por condições financeiras e por ter pulados alguns anos do ensino fundamental e se formar através de supletivo, precisou cursar outra faculdade para poder trabalhar durante o curso. No final do terceiro colegial, enfrentei um de meus maiores desafios: me mudar para São Paulo sozinha para fazer um curso preparativo para o vestibular com 17 anos. Essa mudança me marcou muito e talvez tivesse feito diferente, pois não passei no vestibular direto do terceiro colegial e a ansiedade de entrar logo na faculdade e falhar me abalou emocionalmente, porém depois de cursar 6 meses de cursinho, vi o quanto ainda precisava amadurecer e compreendi a importância do tempo. Por isso, se pudesse, teria permanecido em Valinhos ainda e teria me mudado apenas no próximo ano para o cursinho. Após o cursinho, entrei na faculdade com uma ótima posição que me proporcionou uma bolsa de 70% para o curso que foi mantida até o meu atual e último semestre devido à média, com muito orgulho e que ajudou muito durante alguns momentos difíceis da minha família. Meu pai, desenvolveu um câncer durante minha graduação e foi um dos momentos mais difíceis da minha família, pois durante todo o processo, não pude estar sempre tão perto, pois precisava focar nos estudos em São Paulo. Felizmente, após 1 ano difícil, ele estava curado e voltando à realizar suas atividades físicas e profissionais que tanto lhe agradam. Também, durante a faculdade, me envolvi em entidades estudantis voltadas para trabalhos sociais e atlética, nas quais fiz muitas amizades que levarei para toda a vida. Todas essas mudanças: morar sozinha em São Paulo, enfrentar a doença do meu pai ao lado dele, realizar projetos que impactassem a vida dos alunos da Fundação e realizar meu intercâmbio para a Alemanha durante a faculdade foram fundamentais para minha maior transformação como pessoa. Todos esses acontecimentos me fizeram sair da zona de conforto e me tornar uma pessoa resiliente, responsável e com a capacidade de compreender e conviver com visões de mundo distintas. Hoje, sou conhecida pelos meus amigos e familiares como uma pessoa aguerrida, que vai atrás de seus objetivos, organizada, responsável e também, uma pessoa calma, empática, que se importa em com como os outros se sentem em todas as situações e com muito carisma. Também, com todas as minhas experiências, me interesso por conhecer pessoas e culturas diferentes e um dos meus sonhos é conhecer as diferentes regiões do Brasil e outros países, que ainda não tive a oportunidade de conhecer. Me interesso por assuntos relacionados ao comportamento humano, mercado financeiro e causas sociais. Por isso, me interesso no programa de Trainee da J&J. Me identifico com a empresa, pois a J&J é capaz de compreender as necessidades de todas as pessoas e seus diferentes comportamentos a fim de impacta-las de forma positiva e espero, em minha carreira, ser capaz de impactar a vida das pessoas forma positiva, sejam elas consumidoras da J&J ou colaboradoras da J&J. Além disso, busco uma carreira de sucesso que me garanta uma boa qualidade de vida. E, por toda minha história, gostaria de ser lembrada dessa forma: uma pessoa aguerrida, que impactou positivamente e ajudou muitas pessoas e pôde realizar todos os seus sonhos a partir de sua força de vontade e oportunidade incríveis.