Exército Brasileiro

Tento todos os dias ver o “Bom Dia Brasil”, da TV Globo. Em uma das assustadoras matérias sobre a infestação da dengue no Estado de São Paulo: 220 mil pessoas, estatisticamente comprovadas, uma verdadeira calamidade, fiquei boquiaberto pelo aparecimento rápido e fugaz de uma imagem, com um simples diálogo: um soldado do Exército, com o uniforme camuflado, acompanhado por algumas moças, por certo funcionárias de órgão de saúde, bate palmas num portão de uma residência num bairro paulista. Pretendem erradicar as larvas dos mosquitos transmissores da doença. Abrindo o portão, surge um sexagenário que os recebe educadamente, dizendo: “Ah, muito bem, o Exército pode entrar. Nele eu tenho confiança”. E, imediatamente, a imagem de TV, quase envergonhada, muda de foco.

A Força Terrestre, “Braço Forte, Mão Amiga,” constituída da tropa ativa e da sua reserva, soma talvez 300 mil homens e mulheres, todos com uma formação de alto nível. Contudo, nos últimos 12 anos, quase não foi utilizada em ações de que o Brasil tanto necessitou, tendo sido posto à prova apenas em operações fora de sua missão constitucional, do tipo polícia: limpeza do banditismo e combate ao tráfico de drogas nos morros do Rio de Janeiro. Esse tipo de missão, essencialmente de tropas altamente especializadas, como os batalhões do BOPE, foi cometida ao Exército com o intuito de fazê-lo fracassar ou torná-lo algoz das desassistidas populações. Porém, nem uma coisa, nem outra. O Exército mais uma vez exerceu sua missão com coragem e sabedoria, com competência e a consideração que sempre devotou aos compatriotas. Aqueles que esperavam um desastre, e nós bem sabemos quem são, ficaram desiludidos e decepcionados. Bem feito!

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