19:04pm - 28.06.16

Giovanna Rodrigues
Aug 31, 2018 · 2 min read

Cada vez mais acredito que a razão de nosso sofrimento somos nós mesmos.

E por alguma razão essa frase me soa realmente familiar, talvez já tenha sido dita por alguém, afinal, não me parece justo culpar as pessoas ao seu redor - que também tem seus próprios problemas - pelas pedras que nos aparecem em nossos caminhos.

Supondo que muitas vezes nossos problemas são criados em nossas próprias cabeças, é sim nossa culpa. Sua culpa. Minha culpa.

A vida nos dá algumas sementes diariamente; ideias, alegrias, sonhos, tristezas e problemas, entre outras coisas. As sementes de tristezas e problemas são como ervas daninhas, que crescem rapidamente e tomam o lugar das sementes boas. Mas elas só crescem porque damos espaço a elas.

Cada dia mais tendemos a ocupar nossas cabeças e pensamentos com preocupações, medos, frustrações e mais e mais problemas. Se parássemos um instante para analisar friamente e “de fora”, veríamos que nenhum problema é realmente tão cabeludo assim. A mente é traiçoeira com nós mesmos, sempre deixando que os problemas pareçam maiores do que realmente são.

Talvez esteja por aí o real problema. Se cada pessoa fosse de fato uma ilha, como muitos insistem em achar que são, então não seria um incômodo real que cada um de nós tivesse a cabeça repleta de caraminholas. Mas toda pessoa se conecta com mais pessoas, e o que fazer quando suas sementes crescem demais, e viram grandes plantas que ocupam sua visão do que seria correto fazer?

É difícil achar que alguém se importa com você.

Porque as pessoas tem seus próprios problemas.

E às vezes parece que nem você se importa com você.

Mas, ei, você sabe que isso não é verdade então levanta essa cabeça e respira fundo! Qual é. Você nunca será menor do que seus problemas. Tira de dentro de si tudo que faz mal, tudo que sufoca e coloca pra fora como se fosse um grito há muito tempo engasgado.

Ninguém tem culpa do seu sofrimento além de você.

Talvez nem você.

Tudo bem se apegar, quebrar a cara e desconfiar da próxima pessoa que aparecer. Talvez isso aconteça de novo, quem sabe. Talvez seja você a quebrar a cara de alguém.

Toda vida é feita de altos e baixos, e que graça teria a vida se ela não fosse repleta de sementes, árvores, ilhas, gritos e segundas chances?

Não desiste.

Segue em frente.

Tudo tem um porém e cada dia mais eu acredito que se eu não fosse assim tão sensível, não escreveria bem - como eu acho que escrevo.

E não seria tão

Eu.

    Giovanna Rodrigues

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    20 anos, leonina, escrevo romances épicos e leio seu futuro nas minhas cartas.