A falácia da “frequência afetiva”
Laura Pires
80832

Sobre a “Falácia da frequência afetiva”, li o texto até o fim e fiquei tendenciando a me encaixar nos exemplos em que pessoas estão constantemente procurando por mim, me cobrando a tal da “frequência afetiva”. Mas ao mesmo tempo que me identificava com esse fato, discordava do motivo pelo qual a minha “frequência afetiva” não está perfeita sintonia com a dos meus amigos que cobram a mesma. Não, eu não estou “cagando” pra eles. Ao contrário, pois sempre que os mesmos precisam, estou aqui e arrumo um tempo para promover o tal encontro ou simplesmente conversar por telefone, trocar emails, passar horas no whatsapp ouvindo áudios intermináveis.
Na verdade, me incomoda a convenção social de que temos que seguir “direto e reto” e suprir as expectativas que os outros depositam em mim (ou em nós, falando de uma maneira generalizada). Afinal, não sou obrigada! Não somos obrigados a absolutamente, NADA!
E não, não me acho a pessoa mais insensível do mundo. Na verdade, não acho justo condicionar sensibilidade com a frequência do retorno que damos àqueles que nos dão atenção demasiadamente exagerada.

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