são 4:19 e não consigo dormir, vou digitalizar folhas manchadas.
Já não sei data, mas na folha é Outubro, num dia 23 que seria monday, mas é domingo em 2016.
precisava de luz, alguns fahrenheits falsos e brancos.
De led preencheria o vazio da casa, do quarto, do estômago. Alguns falsos raios de satisfação.
com o olhar a casa, as paredes. a janela que dá para o próprio prédio, mofo, cal, uns vários descascados, uma meia suja caída e ali em decomposição. A luz do dia que falta para secar as coisas, para fingir vida viva para acordar os olhos e suas remelas.
Abro a boca com pouca satisfação, sem fome, sem grandes pretensões…abro a boca antes dos olhos, como um espreitar o dia e mais um dia. não são números, é quase um sinal negativo, algo que se esvai sem quantidade.
Acho que de tão ínfima a existência, já quase nada me toca. Queria atacar o que apenas existe e finge nos proporcionar algo prazeroso e aos poucos e aos montes nos retira a existência, o gozo de não apenas estar mas fazer parte do que com obvieda
