As 100 transferências mais caras da Serie A corrigidas pela inflação
Na Inglaterra, a inflação praticamente dobrou desde 1992. Os jogadores, contudo, estão custando quase 20 vezes mais que há três décadas, em valores absolutos. O levantamento do Tomkins Times foi a inspiração para essa análise.

O euro foi implantado na União Europeia em 1999, mas as notas e moedas novas só foram introduzidas três anos depois. Por conta disso, as transferências da virada do século eram concretizadas e noticiadas nas extintas liras, que seguiam em circulação. As compras de Hernán Crespo e Gianluigi Buffon por Parma e Juventus, respectivamente, por exemplo, ultrapassaram a barreira dos bilhões — oficialmente, a conversão é de 1936,27 liras italianas para 1 euro.
Nenhuma transferência supera a de Gonzalo Higuaín em 2016, em dois pagamentos de € 45 milhões, contudo, a correção dos valores pela inflação mostra que Crespo, Buffon e Christian Vieri foram contratados por uma grana que impressiona até mesmo em 2017. Os cálculos do Stat Bureau detalham que a taxa de inflação entre julho de 1999 a abril de 2017 é de quase 37%.
Obs: durante a pesquisa, encontrei informações que contrapõem o nem-sempre-preciso Transfermarkt. Lilian Thuram e Pavel Nedved custaram menos que o publicado no sistema — aproximadamente € 36 mi ao invés de pouco mais de € 41 mi. Outros, como o de Nicola Ventola e Amoroso, superaram os valores da base de dados.

