Descobertas minhas e só minhas

O ácido pode ser a única coisa a calmar o suado grito das feridas.

Corroer nem sempre é uma ideia ruim. O sangue precisa de um motivo pra circular em volta de um coagulo, se este for o grande problema. Corroer é bom. Corroer nos faz crescer.

E ter medo de corroer pode ser o que nos mantêm presos e presas. O medo de destruir o atual e repensar o que virá. Viver o agora se o agora é insuportável não é uma opção para nós: nós queremos um futuro diferente, onde possamos ser livres para amar quem nós quisermos, sem ter que se preocupar com o ódio.

O ácido ainda é muito mais benéfico do que o Methiolate. O Methiolate só tenta purificar o que já está podre, buscando uma asepcia mais fiel; Uma maquiagem da ferida. O ácido abre novos caminhos, remove o que está podre, dá uma nova cara (ou vida). Fujam dos paliativos.

A dor é construtiva. A dor pode destruir as tão-malditas paredes. Ela é amiga, ela ensina de verdade, não tem medo de se enfiar nas nossas entranhas e se esticar como um bebê de nove meses prestes a nascer. E que ela faça isso mesmo, ou não é dor de verdade.

Hesitar é o quase lá que não tenho mais tempo para lidar. O hesitar precisa ser o hesitava. O hesitar precisa ficar do lado de lá. O hesitar também é conhecido como 'medo de conseguir'. Por isso não há mais tempo para isso.

Que seja o cloridrico, fluoridrico, carbônico, não importa. Que corroa minha pele antiga e me renove. É chegada a hora da solução mais drástica. Que coberta de ácido eu esteja.

O melhor jeito de começar de novo ainda é e sempre será falhar miseravelmente em dar, em amar, em criar conexões. Porque aí é que nos damos conta do todo, ganhamos sua percepção, para finalmente iniciarmos tudo de novo.

Porque quando estou inteiro, sou fragmentado. E quando estou fragmentado, estou inteiro. E isso não parece que vai mudar tão cedo.

Logo, me acidifique logo. Me livre deste corpo de horrores.