Eu preciso de você

Qual foi a última vez que você resolveu pedir ajuda? E permitiu descobrir o novo? Ou conhecer mais de alguma coisa ou de alguém? Novas pessoas, novos olhares, novas compreensões de mundo. Penso que as ideias fixas nos comprimem. São ar represado. Coisa que não acrescenta muito, e apenas pressiona. Pedir por ajuda, entretanto, é feito ar fresco e livre. Estabelecer a ponte, se convidar para o encontro com novos jeitos de pensar, novos óculos e novas formas de fazer. Não dá para saber o resultado antes de tentar, mas dá para garantir que haverá aprendizagem.

Pedir ajuda é entender o mundo como algo que pode sempre ser ampliado.

Muitas vezes a gente se aferra a modelos que estão com dias contados: os das certezas absolutas, da precisão total, do corpo sobre a mente, do profissional sobre o pessoal. Pedir ajuda é abraçar a falta, é reconhecer-me incompleta. É também deixar a porta aberta para você entrar.

Por hoje, ficarei aqui me demorando nessa ideia-beleza que é ser ajudado. O gosto, a tranquilidade, o alivio.

E toda ajuda precisa de um pedido que a faça nascer. E um bom pedir faz um bom dar, como dizia minha avó.

Assim, pense no pedido que precisa fazer, aquele que precisa deixar escapar da reforçada autoimagem e te colocar numa situação de possibilidades incríveis e de espaços verdadeiros de transformação. Tome um gole calmo de ar e deixe ele nascer: o seu pedido vivo por ajuda percorrerá, mais fácil do que imagina, o vento para pousar em algum coração que se interessa e se coloca disponível diante da porta que você abriu.

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