Manifesto do Logokrisíaismo — 001.

Escrevo esse manifesto a todos os homens pensantes : Não CALE-SE, “ez izan isila”, “ní bheith ciúin”.

No entanto, caso a você ser racional ocorra -o sinistro incidente contrário às leis de Montesquieu, ou seu meio — Marático Robespierrista — lhe ataca sua dignidade, te conclamo: adote integralmente o logokrisíaismo! Faça-o de sua licença poética, sua ideologia cultural, seu “way of life”.

Mas como tal? Como o fazer? Como o adotá-lo?

Não existe uma digna vitória, ante tal derrota. Mas ao amenizar as perdas proporcionais aos danos que — tais inimigos nos afligem — podemos utilizar de mecanismos básicas, acéfalos ( ou Bucéfalos ? ) e ignorantes para o censor comum. Pois deles é ignorada uma capacidade básica: a produção!

Como digna de uma discussão somática entre uma célula eucarionte e seu organismo vivo, percebe-se a incompressibilidade do micro-organismo frente a “onisciência” relativa do altivo ser. Tal como ininteligível célula, o censor assim é proporcionalmente limitado.

Todo o conotativo deve advir o denotativo. Tal é a lei, tal é a ordem.

Induzir ao contexto, sem vincular com uma palavra especifica. Tal como um mar de Confúcio e o seu sinônimo: Tranquilidade.

Cantar os catões a versos brancos, e modernistas. Abolir toda a métrica e rima, sem abdicar a musicalidade. Enfim trazer a realidade não mais os versos brancos, e sim, os versos transparentes.

As escolas literárias enterraram-se nas areias das métricas. Soterraram-se nas formas das rimas. Sufocaram-se na objetividade, forma e denotação.

Abolir e contrapor-se a tudo, isso é Logokrisíaismo! Não calar-se, deixar o transparente, translúcido, incolor tomar os versos : isso é Logokrisíaismo!

Não cale-se, não se deixe calar! Apenas permita que seus escritos escoem como a água — transparente e límpida — do mar.

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