Você conhece a Síndrome de Burnout

Meses atrás, eu e um grande amigo e colega de trabalho estávamos conversando durante o almoço sobre problemas pessoais, família, etc. Dentre os assuntos surgiu o fato de que ultimamente estávamos ficando muito gripados, além de estarmos apresentando uma série de sintomas iguais. Em busca de respostas, ele pesquisou quais poderiam ser as causas, ocasião em que ele encontrou artigos que falavam da síndrome de Burnout.

Mas afinal, o que seria a Síndrome de Burnout e como ela se manifesta?

O termo burn out, que em inglês é utilizado com o significado de esgotar-se, apagar-se, queimar-se, traduz a chamada Síndrome de Esgotamento Profissional, cada vez mais comum no atual cenário econômico brasileiro, onde índices de desemprego batem recordes, empresas realizam contenções de despesas, cortes de salários e cargos, aumento da carga de trabalho, extensão de funções e responsabilidades, metas e objetivos mais difíceis e com menor número de recursos disponíveis, além de utilização extensiva de e-mail e telefone corporativo.

A síndrome pode atingir diversas profissões, incluindo aquelas relacionadas com ambientes corporativos e acadêmicos. A literatura cita que a síndrome é mais comum em ambientes competitivos, que exigem profissionais de alta performance. Soma-se a isto o lado psicológico e pessoal do profissional, que leva em consideração seu alto grau de competitividade, alto grau de desempenho, necessidade constante de realização e sucesso profissional, além de aspectos baseados em características familiares, como presença de figura paterna rígida, exigente e bem-sucedida.

(Neste momento se acendeu uma luz de alerta para mim, pois Match de 100% em todas as características citadas).

Os sintomas têm manifestação física que incluem desgaste físico, exaustão, fadiga e cansaço. Os principais indícios de que você pode estar sendo afetado pela síndrome são:

- Sentimento de autoafirmação e imposição, frente aos colegas de trabalho;
- Dificuldade em delegar tarefas e trabalhar em grupo, com preferência à execução autônoma;
- Problemas de relacionamento com colegas de trabalho, incluindo agressividade, cinismo, isolamento e desprezo;
- Mudança de prioridade, com a colocação do trabalho como prioridade máxima, incluindo jornadas além do expediente e a qualquer horário e necessidade frequente de verificar e responder e-mails de trabalho, assim que lhe são enviados;
- Família, amigos e eventos que envolvam socialização passam a figurar em segundo plano ou são evitados;
- Sentimento constante e pessimista de que as coisas não vão bem, porém sem conseguir explicar a causa;
- Queda de imunidade, com gripes e resfriados constantes;
- Colocação de obstáculos, em que o profissional acha que tudo é inexequível, complexo e com muitas barreiras, onde na verdade não existem;
- Tristeza constante, crises de choro sem motivo aparente;
- Psicossomatização de sintomas, incluindo: dor de cabeça, tremor, tontura, falta de ar, palpitação, insônia, dificuldade de concentração, oscilação de humor, distúrbios digestivos, paranoia, além de poder desenvolver sintomas típicos da síndrome do pânico.
- Depressão, desilusão, desesperança e perda de sentido em sua vida, podendo chegar nos casos mais graves, em pensamentos suicidas.

O tratamento, após diagnosticada a síndrome, é baseado sobretudo na melhora da qualidade de vida, que inclui reorganização de agenda e forma de trabalho, retorno à socialização com família, parentes e amigos, prática de esportes, hobbies e outras atividades lúdicas que procurem desestressar. Nos casos mais graves, pode ser recomendado o afastamento do trabalho, acompanhamento psicológico e tratamento com medicamentos.

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