Quando a “chama” acendeu

Um belo dia estava sem nada o que fazer deitado no meu quarto escutando minhas músicas quando pensei “caraca, quando vou pegar um cara?” No mesmo momento baixei o Tinder para conhecer novas pessoas e amizades, nada à mais. Foi então que conversei com ele, foram 2 meses trocando mensagens na intensão de conhecer mais a pessoa. Eu me perdia na fofura do “carinhoso de Jundiaí” que à todo momento perguntava como estava, os planos pro final de semana…foi então que recebi um convite pra conhecer (vou ter que falar o nome dele mesmo) o Marcelo. Isso mesmo, estava me relacionando com uma pessoa com o mesmo nome, do mesmo signo mas infelizmente *aaahhh* faz aniversário dia 27 (eu lembro disso e lembro também que ele tem tatuado na nuca uma estrela de Judas com nosso signo no meio).

Eu estava totalmente perdido pois não sabia se ficava com vergonha por conta dele ser meu primeiro cara ou ficava com frio.

Fomos nos encontrar as 22:30 na estação de Jundiaí, um frio gostoso de 12 °C e ele me chega somente com uma camisa de manga longa, calça jeans e um tênis. Me abraçou e me deu um beijo na bochecha e então combinamos de ir em uma balada perto da estação que começava 01:00, então nós tínhamos um tempo curto pra pensar no que fazer…fomos pro motel. No caminho estávamos conversando mais sobre relacionamento, o mundo lgbtq+ que estava descobrindo e ele me diz que pra ele é super normal por conta do seu trabalho como promoter nas baladas da região de Jundiaí e me aconselhou para ter cuidado com alguns do meio. Conforme fui descobrindo suas manias e vontades acabamos chegando no motel, comecei à me sentir inseguro pois não sabia fazer nada perto dele que era uma pessoa super experiente e eu estava praticamente indo perder o bv.

Estava beijando ele na vontade de largar a balada e continuar ali, só beijando até o amanhecer mas não, ele estava passando a mão muito no meu corpo. Decidi contar que eu era virgem e que ele era meu primeiro cara que estava saindo pra esse tipo de coisa e ele ficou surpreso pois nunca tinha me relacionado com outros gays.

Antes de começar ele pediu que confiasse nele e que poderia ficar tranquilo…com isso ele fez com que me sentisse mais seguro.

Foi ardente, foi delirante, apaixonante…ah, que cara bom. Eu voltaria nesse momento da minha vida se eu tivesse a oportunidade. Se teve uma pessoa que eu não esqueci foi ele. Foi o sexo? O carinho? A segurança que me transmitiu? Não sei, mas até hoje sei que deveria ter aproveitado mais o momento.

Alguns dias se passaram, continuei conversando com ele mas mal me respondia…fiquei triste durante um tempo mas ele me deu um respaldo dizendo que ficou sem internet por conta da operadora. Eu aceitei? Claro que sim, mas depois de um tempo comecei à perder o interesse, parei de responder algumas mensagens até que larguei de mão. Não queria um relacionamento onde só poderiamos nôs encontrar quando fosse transar, queria uma pessoa para caminhar comigo durante milênios.

Fiz ele se sentir mal? De forma alguma.

Eu me senti mal? Jamais!

Com o tempo analisei esta história e eu percebi que foi uma experiência incrível porém, não iria adiantar nada lamentar depois de derramar o leite no chão. O jeito foi seguir a minha vida e me envolver com outras pessoas, ter novas experiências e aproveitar minha vida.

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