Não vamos reeleger o prefeito Marcelo Coelho


“Já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco” — Revolução dos Bichos de George Orwell

Os eleitores de Aracruz têm uma responsabilidade muito grande neste domingo: não reeleger o prefeito Marcelo Coelho para mais um mandato. Muitos podem achar que estou me equivocando, pois o próprio não é candidato à reeleição. Pelo contrário, a assertiva é verdadeira, pois votar no candidato dele, o deputado estadual Erick Musso é o mesmo que dar mais um mandato para Marcelo Coelho.

Alguém acredita, caso eleito Erick Musso vai fazer uma gestão diferente de Marcelo coelho. Lógico que não! Basta ver os que o cercam. O primeiro escalão de sua campanha é todo formado pelo atual secretariado do atual mandatário. É certo que praticamente todos eles serão mantidos nos cargos.

Vale a pena enumerar o futuro secretariado de Erick Musso. Vamos lá! Cleber Bianchi, Acácia Gleci do Amaral, Carlos Conti, Elder Tabosa, Antônio Eugênio, Anderson Pereira, Dirceu Cavalheri, Moacir Almeida, entre outros. Alguém duvida?

A incoerência é tão grande que o candidato da conexão com futuro vive conectado com as pessoas do passado. O pior é tratar-se de um passado negro a ser esquecido pela população e principalmente pelos servidores de Aracruz.

O interessante é que Erick Musso, tanto na Câmara Municipal como na Assembleia Legislativa, tem o péssimo hábito de votar contra os interesses da população. Não custa relembrar, não é mesmo? Defendeu com vigor o aumento dos secretários e procuradores, votou a favor da criação de 147 cargos comissionados, votou a favor do IPTU e há pouco votou contra o aumento do ticket para os servidores estaduais e tudo indica que sua digital está na proposta da criação de pedágios em Aracruz.

Vale falar sobre a proposta de privatização/concessão do SAAE e a venda de patrimônios públicos também entram na conta da dupla. Enquanto a primeira vem sendo discutida, a segunda é a menina dos olhos de Marcelo Coelho. Infelizmente, Erick Musso nunca discutiu ou apresentou uma alternativa para esse descalabro da venda dos terrenos.

Outro ponto a ressaltar é o fato de Erick Musso não cumprir o que promete. Quem não se lembra na campanha para deputado, ele jurou que terminaria o mandato no legislativo estadual. Sua candidatura para prefeito deixa claro, que seus interesses não são os dos aracruzenses, mas os dele próprio e do grupo político do desacreditado e impopular Marcelo Coelho.

Nessa campanha ele mostrou o seu despreparo emocional, a falta de respeito para com as pessoas, sobretudo os mais velhos, a inexistência de propostas claras para o desenvolvimento do município, hoje em péssima situação.

O que vimos nessa disputa foi um “biruta de aeroporto” sendo levado de um lado para outro pelo trio: Marcelo Coelho, Dirceu Cavalheri e Elder Tabosa, esse último responsável pelo marketing da campanha e por sinal uma das mais baixas da história de Aracruz.

Acredito que o primeiro passo para retirar Aracruz do atraso e colocá-la nos trilhos do desenvolvimento e da inclusão social é por meio do voto responsável. Por isso, o eleitor amanhã não deve votar na reeleição de Marcelo Coelho, ou seja deve negar o voto a Erick Musso.

*com a colaboração de Vinícius Martins