Polarização também na busca pelo voto ao legislativo de Itabirito (MG)

Os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador começaram no dia 16 de agosto a campanha eleitoral com vistas à eleição municipal de 2 de outubro. O momento é propício para a população discutir os problemas e conhecer as propostas deles para melhorar a qualidade de vida da cidade.
Os candidatos de Itabirito já se posicionam sobre as propostas de cada grupo. Duas coligações distintas e um partido disputam os votos para o executivo. Essa polarização na busca pelos votos para prefeito se reflete também na disputa a uma das vagas à Câmara Municipal. Os candidatos a vereador de cada partido certamente seguirão atuando de acordo com a linha imposta por sua coligação, sejam eles de situação, de oposição ou independentes.
Isso fica explícito com o posicionamento de três postulantes ao legislativo, Leo do Social (PHS), Max Fortes (PSB) e Raphael Rondow (PSOL), cada qual pela sua trajetória política, certamente, representa a linha de pensamento das duas coligações e do PSOL para o legislativo de Itabirito.
O candidato de oposição, Leo do Social está convicto de que o executivo local precisa de mudança e Orlando Caldeira é a melhor opção para isso. Segundo ele, Orlando traz a esperança de uma cidade melhor, com mais empregos e oportunidades para todos.
Leo explica que a base administrativa de seu grupo terá como essência a valorização do profissionalismo técnico, da transparência e não da “politicagem”, como é o costume atual. Ele lamenta haver a frente do executivo um prefeito que nega informação aos vereadores e foge de ser fiscalizado. Na opinião dele, isso dificulta muito a atuação do legislador em um de seus pilares: fiscalizar o executivo.
Sobre o trabalho da Câmara, nos últimos quatro anos, ele acredita que a atuação de cada vereador é muito particular. Ele garante, porém, ter cumprido o seu papel de legislar e fiscalizar o executivo, ao apontar irregularidades de superfaturamento em licitações e protocolado diversas denúncias no Ministério Público. Leo contabiliza em seu mandato a apresentação de 39 projetos de lei e cerca de 400 indicações de melhorias para todos os bairros.
Caso seja reeleito, Leo do Social vai continuar denunciando qualquer suspeita de fraude aos cofres públicos, independente do prefeito. Quer também ampliar a estrutura dele de atendimento para os bairros, permanecer na luta a favor do passe estudantil, na busca contínua de melhorias para a área da saúde e segurança, além de garantir os direitos sociais daqueles que mais necessitam.
Já, o candidato da situação, Max Fortes defende que a atual gestão continue, pois, na opinião dele, Alex Salvador conseguiu fazer Itabirito avançar muito, por meio de uma gestão eficiente e próxima da comunidade, mesmo enfrentando uma das maiores crises econômicas do país.
O atual prefeito, segundo Max, melhorou muito o serviço de saúde, implantou a nova UPA, o Senai, o Instituto Federal, o Morada Viva, a Estação de Tratamento de Esgoto, o distrito industrial da BR 040, entre outras ações. Para o vereador, a atual gestão mostrou capacidade, competência e comprometimento para cuidar do município.
Max crê que um dos méritos do legislativo atual foi mudar os embates e discussões puramente pessoais, para o debate de propostas e ideias, cumprindo efetivamente o papel de fiscalizar o executivo e legislar em benefício da comunidade.
Ele acha que há como evoluir mais e cita como exemplo, ampliar a Escola do Legislativo, concretizar o planejamento estratégico da Câmara, além de evoluir na transparência. O candidato acha necessário aproximar o legislativo ainda mais da população, propondo uma agenda de discussões e projetos para que a comunidade sinta-se representada pelos vereadores.
Caso seja reeleito, Max Fortes garante que o eleitor pode contar com seu empenho, comprometimento e idealismo, por meio de projetos com foco na geração de emprego e renda, suporte ao micro e pequeno empresário, apoio às entidades sociais, aos artistas e em defesa do meio ambiente.
Por fim, o candidato sem coligação, Raphael Rondow afirma que o eleitor deve votar no prefeito e na vice Pedro Ayres e Daniely, pois eles representam o verdadeiro desejo de mudança e renovação. Segundo ele, o PSOL é a única candidatura majoritária que tem a participação da mulher, que hoje é maioria da população e do eleitorado.
Raphael acredita que Pedro tem um dom único de se relacionar bem com as pessoas, de cativá-las e motivá-las em torno de um projeto. Ele e Daniely, na opinião do candidato, representam a força da juventude, que está disposta a colocar a mão na massa e fazer com que Itabirito de fato seja uma cidade de todos e para todos, com participação popular.
Sobre o papel do legislativo local, Raphael é bem crítico, ele acredita que os vereadores estiveram distantes da população. Ele elenca dois fatos negativos, os gastos astronômicos com diárias de passagens e o papel fiscalizador ao executivo deixou a desejar, pois o ranking da “transparência” divulgado pelo Ministério Público Federal colocou Itabirito numa posição constrangedora em nível nacional.
Na opinião dele, a base do governo pouco discute os projetos vindos do executivo e a oposição se desmantelou ao decorrer dos anos. Para Raphael, os vereadores parecem trabalhar apenas dentro de seus gabinetes e não canalizam insatisfações populares, como a dos estudantes com o passe estudantil, criação de escolas de artes, audiências públicas e etc.
Caso seja eleito, Raphael pretende realizar trabalhos de base com causas das bandeiras do partido, como os operários, os estudantes, os negros, os LGBTs, os residentes de ocupações, os microempresários, as mulheres, a população das periferias, entre outros. Segundo ele, é preciso dar transparência ao mandato, realizar prestação de contas em praça pública, levar debates que precisam ser discutidos com a sociedade.
Com a doação de dinheiro por parte das empresas proibida e o período de campanha eleitoral reduzido de 90 para 45 dias, esse promete ser um pleito diferente dos anteriores, no qual imperavam as campanhas milionárias.
Acredito que essa deve ser uma campanha em que o histórico do candidato, a capacidade dele de levar suas propostas de forma, rápida, clara e com emoção, sobretudo, pelas redes e mídias sociais, pode ser decisiva na hora de contabilizar os votos.
A melhor maneira para isso é fortalecer o debate para conhecermos o que os candidatos, as duas coligações e o PSOL pensam para nossa cidade. O esclarecimento do eleitor só tem a fortalecer a democracia em nosso município.
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