Por uma Itabirito (MG) sem rojões

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A vereadora Fabiana Rosa (PSDC) apresentou, na manhã de segunda-feira (02/01), na Câmara Municipal de Curitiba, um projeto de lei que prevê a proibição de fogos de artifício e shows pirotécnicos na capital. Já no dia (29/12), o colunista do jornal O Tempo Fernando Fabrinni produziu ótimo texto convocando as pessoas para apoiá-lo na campanha Rojões Nunca Mais. Duas excelentes iniciativas, merecedoras de divulgação e de apoio, dados aos malefícios dos fogos de artifícios para as pessoas e principalmente para os animais.

Com o número 005.0002/2017, o Projeto de Lei da vereadora Fabiana Rosa proíbe a prática de rojões em recintos fechados e em ambiente aberto, em áreas públicas ou privadas de todo o município. A justificativa do projeto são os danos causados aos animais domésticos e selvagens, além do incômodo a população em hospitais e clínicas

Já a campanha do colunista Fernando Fabrinni tem fins educativos, de saúde mental e de segurança pública, que não visa apenas à proteção de humanos, mas também a dos bichos, sobretudo os passarinhos.

Eu saúdo tais iniciativas, como torno a repetir merecedoras de todo apoio e aplausos. Não consigo entender qual a graça em gastar dinheiro com um canudo, que serve para promover estouros ensurdecedores estúpidos e ainda por cima correr o risco de ficar mutilado ou perder a vida.

Infelizmente, nas cidades pequenas, e Itabirito não é exceção, a pauta política, as festividades diversas e as atividades religiosas são motivos para a soltura de rojões. Isso é um inferno para quem tem bebês em casa, para os pacientes nos hospitais e terrível para os animais.

Segundo veterinários, instala-se nos cães e gatos um quadro de fobia que pode resultar em ansiedade, tremores, taquicardia, vocalização excessiva e até mesmo óbito em casos extremos. Na tentativa de fugir do incômodo e do medo causados pelos estrondos, muitos cães e gatos se perdem de seus lares e tutores. Os animais abandonados correm desorientados pelas ruas correndo sério risco de atropelamento.

O efeito das explosões de rojões sobre os passarinhos é menos divulgado, porém bem mais letal. As aves recebem em cheio o deslocamento de ar; voam desorientadas ao sentirem o impacto; chocam-se contra prédios e despencam desfalecidas.

Há de se contabilizar também as pessoas mutiladas e feridas pela soltura de rojões, cujos índices de ocorrência nos hospitais e prontos socorros aumentam consideravelmente nos finais de ano. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de cem pessoas perderam a vida e 7 mil sofreram lesões com fogos de artifício em 2016.

É necessário que a indignação das pessoas de nosso município contra a prática dos rojões migre do mundo virtual para o mundo real. O exemplo do projeto de lei da vereadora curitibana é um primeiro passo e poderia muito bem ser encampado por aqui.

Para que isso se concretize, nós simpatizantes da ideia e as ONGs locais em prol da causa animal e ambiental, como a ONG Águas do Acuruí e a ONG Vidanimal, entre outros, devemos pressionar os vereadores nessa direção.

Como tenho repetido nesse espaço, é fundamental termos a consciência de que os vereadores estão naquela casa de leis para trabalhar em prol dos interesses da municipalidade e nada mais justo que saia dali um Projeto de Lei nesse sentido.

O vereador Leo Marques reconhecido militante e defensor da causa animal em Itabirito poderia muito bem tomar a iniciativa e nos presentear com um Projeto proibindo a prática dos rojões por aqui.

Tenho a absoluta certeza de que nós moradores e nossos irmãos animais ganharemos de presente uma cidade mais evoluída e muito melhor para se viver.