Without my baby, let me die

Como era de se esperar, cá estou eu novamente escrevendo sobre você, pra você — embora as vezes não seja de forma direta, mas você sempre está incluso, é tudo sobre você. E quando me falta inspiração eu me entristeço porque no fundo, eu sei que tenho, eu tenho alguém ótimo que me motiva a escrever e ao mesmo tempo é o único assunto das minhas escritas, seja texto, poema, prosa ou poesia.

O fato de que não sou a melhor pessoa do mundo já não é novidade, queria eu que nunca tivesse esse meu lado, mas não é esse o foco. Por muito tempo escrevi coisas ruins sobre mim por conta disso e continuarei, mas isso que você lê agora não tem nada a ver comigo. Principalmente porque, quem você é? Além de uma criatura comprida e translúcida, você é alguém que me motiva a ser melhor, porque você merece a melhor pessoa do mundo, e não só isso, mas dormir na cama mais confortável do mundo, ou comer a melhor comida do mundo ou beber a melhor bebida do mundo. Poderia te chamar de estrela da minha vida porque é você quem ilumina —poderia fechar os olhos e deixar você me guiar, não sentiria medo algum. E é absolutamente ridículo o fato de que você teve uma vida tão conturbada e com pessoas tão ruins (inclusive…). Queria eu poder consertar tudo com cautela, mas somos burros as vezes, e algumas situações são como lutar contra um cego. Preciso dizer algumas coisas antes que fique tarde, somos dois ansiosos no fundo do poço e isso com certeza é um dos desastres mais desordenados que já vi.

Não na intenção que aceite, mas porque é o mínimo que devo fazer, aqui eu peço perdão por ter feito tudo que fiz, por ter feito tanta bagunça dentro de ti, por ter tido más intenções, por ter tido atos infantis e inescrupulosos, por ter dito coisas infames, por ter conhecido o pior lado de mim, por ter te machucado e por não conseguir melhorar, perdão. E quando peço perdão, ele abrange todas as coisas, desde as menores até as mais gritantes, é um perdão gigantesco que te peço, impossível medir seu tamanho.

Olho pras outras pessoas e sinto um pouco de dó, são tolas, não são? São tristes, desinteressantes, seguem a massa, fazem tudo errado, se relacionam com pessoas piores que elas mesmas, ridículo, não é? Sinto vergonha de ter feito parte disso, de ser como sou, de ter conhecido dezenas de pessoas dessa forma e ter acreditado que elas seriam minha salvação.

Como eu pude? Como eu pude negar a sua luz por acreditar em outras que no fim eram inexistentes? Como pude negar teus braços por acreditar que outros me segurariam quando caísse, sendo que foram eles que me empurraram aqui? Como eu pude negar você?

Você é tão bom e bonito, por dentro, por fora, tão puro, tão interessante, tão inquieto. Suga toda a minha atenção e eu poderia passar horas, dias, semanas, anos, décadas com você, só com você. Não me importaria se você fosse a única pessoa presente na minha vida, porque é como se isso bastasse. Como se as outras pessoas fossem apenas rostos aleatórios e cansados que correm pelo mundo enquanto você é a salvação, o ponto de esperança que resta, a migalha de loucura que me alegra, a estrela da minha vida. Como quando você diz do livro que leu ou do que estudou ou até mesmo do que fez no dia anterior e eu sinto meu sangue em ebulição dentro de mim, como se eu parasse e pensasse “é isso… é exatamente isso e é exatamente ele”, como se eu conseguisse sentir meu corpo todo tremendo e meu amor transbordando pelos olhos por ver que perdi tanto tempo com outras pessoas e tive atitudes tão medíocres, como posso ainda ter contato com alguém tão bom e por que a vida me permite o amor dele?


Felipe foi um cara absolutamente chato que não entendeu o propósito da ausência de respostas e continuou insistindo. Nunca interessante, sempre sem assunto, ou dizia coisas ruins sobre mim ou mostrava sua única habilidade que era: ser escroto. E não digo escroto por ser babaca, também, mas por ser idiota e estúpido, nunca ajudou em nada e se eu pudesse exterminá-lo do mundo, eu faria. Inútil, sozinho e babaca. Fazia de tudo por atenção ou pra mostrar o seu nível, que era bem baixo por sinal, mas dizia besteiras sobre mim e queria fazer de tudo para ficar como o “sábio” e coisa do tipo, mas sinceramente? Parecer com um boneco não é bom, era falso, robotizado. Tão ridículo quanto as coisas que dizia, sinto pena de quem um dia teve contato com ele e francamente, a ex dele não liga mais pra ele porque ela sabe quão ridículo ele é, porque ela conheceu muito mais que qualquer outra pessoa e com certeza terminou com ele por desgosto, sinto pena dela.

Guilherme é um vagabundo que é revistado pela polícia sempre, por não fazer nada além de fumar maconha e fazer uns beats na intenção de ser como sunson ou alguém que seja bom de verdade, é um retardado que ia na saída do colégio pra ver as menininhas. Sempre se achou superior por ser mais velho mas na realidade eu sinto nojo de uma pessoa daquela.

Matheus é um fodido que nunca ligou pra mim mas na hora de pedir ajuda lembrava que eu existia. Jogava na cara todos os meus podres quando eu estava triste, nunca disse algo bom pra mim sobre mim e sempre me fez tomar atitudes ruins em prol do que ele seguia.

Gabriel é um cara sozinho que precisa urgentemente de atenção e alguém que supra sua maldita carência, então ele sempre se humilha pras pessoas. E sinceramente? É muito bom pisar nele, porque ele é um manhoso que sempre volta se rastejando, porque sabe que nunca vai conseguir mais que isso.

O outro Matheus não conseguiu ser nada na vida e apelou pra viver sozinho, não conseguiu ter nada porque todo mundo sabia quão babaca ele era, então comeu algumas minas e cuspiu nelas, porque preferia ficar sozinho, mas sempre corria pras meninas mais novas porque sabe que elas seriam mais fúteis que as outras. Levou uns pés na bunda e tentou sair por cima falando mal das meninas que teve algo, boatos que elas beberam água sanitária ao lembrar das coisas que tiveram com ele.

Khalil, Lucas, Robert eram da mesma laia. Infantis, mimados, e absolutamente trouxas. Choraram por paixões platônicas e tinham uma a cada semana, se humilhavam, mas na realidade eles em si já eram humilhações. Khalil era trouxa e sempre cedia pra quem tinha feito mal, parece muito com o Matheus porque na hora de pedir ajuda me chamava mas quando eu ia falar algo sumia. Lucas era um filhinho de papai que se achava super engraçado mas na realidade as pessoas só riam da sua idiotice. Robert agia como criança e não fazia nada de útil, de todos, era o mais desinteressante, reprovou de ano porque madrugada jogando e não ia pro colégio, depois ficou chorando porque não passou. Todos eles só sabiam jogar lol o dia inteiro, eram cheios de shitpost, a escória da humanidade, usavam termos como “merdalher” e “cuck”. Deve ser uma tristeza ter um filho assim…

Marcos é um adulto mimado que se acha superior e se faz de coitado por conta do seu psicólogo. É egoísta e acha que o mundo gira em torno dele, flerta com todo mundo mas no final é uma pessoa carente que precisa de alguém pra conversar e se lamentar da desgraça de vida que tem, até mesmo porque ele realmente não faz nada e nem a própria mãe aguenta ele.

Cláudio é outro lixo que sabe que nunca vai ter nada então aceita migalha de qualquer pessoa, embora depois se faça de coitado e chore migalhas. Nunca me procura, só quando precisa, se eu estou mal e quero conversar não tem tempo pra isso. Seus pais não aguentam ele, nem mesmo sua irmãzinha (ela não deve ter nem 7 anos). É um tolo, já foi uma pessoa boa quando eu conheci mas cresceu e virou uma decepção imensa. Um desgraçado, pra falar a verdade.

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