Por tantos versos inacabados, por tantos dias que não foram vividos da forma que eram pra ser, por todas as poesias desesperadas e todos os textos desolados.

Escrevo por medo e por excesso de sentimento, por transbordar pelos olhos e em forma de palavras —mas as vezes é tudo tão intenso que até a escrita se torna algo difícil (eu não sei começar e também não sei finalizar textos, talvez eu tenha desaprendido escrever).

Porque em momento algum alguém me sacudiu pelos braços falando que estava fazendo errado, então aquele era meu conceito de “nada demais” e eu sempre fazia “nada demais” porque na minha cabeça a única certeza que eu tinha era que eu não estava errada e muito menos certa, mas eu vivia daquela forma e acreditava que meus problemas eram causados por pura coincidência da vida.

Ninguém nunca teve uma vida boa , sempre procuramos compensar nossos excessos e suplicamos pelas nossas faltas. Eu grito, corro e me escondo no primeiro canto que eu ver e ultimamente nem meu corpo funciona direito (é complicado falar disso mas eu não me cuido, basicamente), embora eu seja cautelosa e tome cuidado com as coisas, eu sei que se as coisas andam funcionando dessa forma, é por culpa minha, por descuido, por burrice.

If I told you things I did before
Told you how I used to be
Would you go along with someone like me?
If you knew my story word for word
Had all of my history
Would you go along with someone like me?
I did before and had my share
It didn't lead nowhere
I would go along with someone like you
It doesn't matter what you did
Who you were hanging with
We could stick around and see this night through

As coisas sempre caminham pro lado errado, e eu tive a audácia de acreditar que era o contrário, mas não, nós simplesmente estragamos nossos sonhos com a nossa ingenuidade e teimosia. E eu poderia escrever coisas lindas sobre o que somos e o que planejamos ser, mas nada que vem de mim é válido e eu ando tão fraca fisicamente e psicologicamente que escrever sobre isso só me traria dor em excesso. Ainda é quarta, ainda é cedo, mas não vou pra aula e desisti do meu dia. Terminarei aqui, deitada com seis cobertas e talvez depois eu levante pra tomar leite com mel — se eu me permitir.

Nem escrever eu consigo, acho melhor acabar por aqui.

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