Bolsonaro sofre tentativa de homicídio
Facada do bem, ódio do bem — ou mal do bem. Ou ainda: Herbert Marcuse teria algo para dizer a respeito

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro foi esfaqueado por um ativista de esquerda e ex-filiado ao PSOL, Partido Socialismo e Liberdade. Bolsonaro foi ferido gravemente e perdeu 40% do sangue de seu corpo. Está fora de risco, mas o atentado tirou o candidato da campanha de rua.
A narrativa que já vemos por aí, nas redes e na imprensa (o que muito me envergonha), com suas variantes: “Ele fez por merecer, pois espalha ódio!”. Ou seja, a culpa é do esfaqueado. Algo como uma inversão demoníaca que inclui a normalização da violência contra os supostos “opressores” e cria a perigosa — e mentirosa — equivalência entre um alegado (e nebuloso) “discurso de ódio” e a muito concreta e sangrenta violência física.
É, de fato, a cristalização da “tolerância libertadora” de Herbert Marcuse, ideia contida no ensaio “Tolerância Repressiva” do frankfurtiano-marxista que precisa ser lido por todos. O texto basicamente justifica a intolerância (e, no limite, violência e ódio) aos inimigos da esquerda política — e, por isso mesmo, sua leitura é cada vez mais importante.
O mesmo aconteceu durante a campanha de Trump contra ele e seus seguidores (e ainda hoje). Exemplo: CNN entrevistou de forma respeitosa Thomas DiMassimo, um louco que tentou subir no palco e atacar Trump em um de seus comícios. Desta forma, a emissora efetivamente legitimou o ato violento — como a mesma CNN vergonhosamente fez, recentemente, ao aprovar a violência do grupo de extrema-esquerda Antifa (os “antifascistas” mais fascistas do planeta).
De volta a Bolsonaro: seu algoz, além de ex-filiado ao PSOL, curtia e acompanhava páginas ligadas a marxismo, socialismo, comunismo e ideias afins. Seu ato, aliás, compreende a mais clássica definição de terrorismo: uso de violência para fins políticos, o que faria do criminoso também um terrorista. Mas esta é apenas uma anedota, uma situação que demonstra um padrão comportamental violento muito mais vasto e de longa data associado às mesmas ideias canhotas.
Chega de criar uma falsa e superficial equivalência — também maliciosa ou covarde —, como “esquerda e direita têm seus extremistas e são igualmente ruins”. Não. Basta ler os autores principais e avaliar o impacto dessas ideias ao longo da História da humanidade e até hoje. Desde sempre, a esquerda flerta com caos, crime e violência da teoria à prática — intensamente.
