Brexit: forte golpe contra o projeto globalista

O Reino Unido está fora da União Europeia. Mas, o que é a União Europeia (UE)? É um aparato burocrático supranacional político que, supostamente, administra países europeus com enormes diferenças entre si a partir de Bruxelas, na Bélgica. Como? Por meio de burocratas que nunca receberam um voto de cidadãos comuns. Um jeito genial — e perverso — de conceder poder político e econômico a algumas pessoas esquivando-se do processo democrático. Portanto, além de esvaziar as soberanias dos países, o Kraken do Europistão esvazia mesmo o significado da própria democracia.

Curiosidades que você dificilmente verá na Globonews ou na CNN: quem mais votou para ficar na UE foram os ricos, esquerdistas (marxistas, socialistas, comunistas, progressistas e afins) e jovens. Os que mais votaram para sair — a favor do Brexit — foram as pessoas mais pobres (isso mesmo!), conservadores e velhos. Como já li por aí, alguns esquerdistas disseram que “roubaram a consciência de classe dos pobres”. Assim, fica fácil: quando os pobres votam do jeito que os esquerdistas querem, ah, despertaram sua “consciência crítica”; quando os pobres votam de qualquer outra maneira, “estão alienados pela burguesia/capital/mídia golpista e perderam sua consciência de classe”.

Haja paciência… essa dialética picareta com algo hegeliano e marxista cheira a naftalina de gulag. A ironia, para quem não conhece as figuras, é ver a esquerda ao lado dos… ricos! E também é curioso ver a esquerda pregar a favor de um suposto “livre-mercado” (deu bug!) ao mesmo tempo em que defende o aparato (supra)estatal gigantesco e burocrático da UE — algo que necessariamente reduz ou impossibilita o… livre-mercado. Ah, agora fez sentido. Mas é possível esclarecer mais ainda o fato de vermos unidos 1) esquerdistas — que tipicamente adoram um grande Estado, uma burocracia central gigante “que cuida da população” em busca da “justiça social” e “igualdade”; e 2) ricos, que adoram ganhar vantagens comprando aqueles burocratas (PT ❤ Odebrecht). Para tanto, é preciso conhecer George Soros.

Projeto globalista e teoria da conspiração

George Soros (pesquise quem é este cara) e outros megainvestidores globalistas gostam da União Europeia porque só precisam molhar a mão dos burocratas em Bruxelas que, de novo!, nunca receberam um voto de cidadãos comuns. Com isso, o superestado europeu vira, de fato, um projeto autoritário para um governo global. Permite a transferência de poder de países para um corpo multinacional de corporações, indivíduos e famílias poderosas em uma tirania inchada.

Eu mesmo achava toda a ideia de “projeto globalista”, Soros etc. uma teoria da conspiração… até começar a pesquisar o assunto. Há um movimento real, hoje em dia, de chamar de “teoria da conspiração” qualquer coisa que não querem ver exposta: uma tentativa pilantra de desacreditar certas ideias e desencorajar a pesquisa das mesmas. Mas a verdade é teimosa — para quem a busca acima de tudo. Soros mesmo disse recentemente: “Fronteiras nacionais são o obstáculo”. Obstáculo? Sim. Ao projeto globalista, que se define na criação de blocos supranacionais (como UE, Brics, Mercosul etc.) — e, no fim das contas, em colocar todo o mundo sob a coordenação de uma elite política e econômica não eleita pelos povos. Ou seja: o projeto globalista é, no limite, o sonho superlativo dos socialistas — estatistas, coletivistas e burocratas em geral — em suas utopias destruidoras de nações. Um Estado global, total, que coordena as vidas de todos os cidadãos do mundo.

George Soros banca movimentos como Black Lives Matter (“progressista”, com ideias e símbolos comunistas) e Occupy Wall Street (outro movimento “progressista”, que critica o “capitalismo”) como tentativa de desestabilizar a soberania dos EUA e dos países ocidentais, que seriam os maiores obstáculos ao globalismo por sua força e história política e econômica de independência e menores aparatos estatais. É um jogo complexo e que exige atenção para ser acompanhado. Não é para qualquer um.

Nacionalismo é fascista! Mas, só alguns…

Outra narrativa que veio à tona, especialmente na CNN, é a ideia de que o Brexit foi motivado especialmente por “xenofobia” — medo irracional do estranho. No contexto atual, esse medo irracional seria dos imigrantes (refugiados de verdade são mínima minoria). E quando falamos de imigração massiva para a Europa, estamos quase sempre falando de muçulmanos — uma designação religiosa, ideológica e cultural, não racial. Mas, mesmo assim, os vendedores de narrativas (spin doctors) tratam de empurrar a ideia de que sair do Europistão foi uma decisão baseada em “xenofobia” e racismo.

Certo… Reino Unido, que tem na Inglaterra seu maior representante. Inglaterra, que acabou de eleger um prefeito muçulmano em Londres e que aceita imigrantes muçulmanos em massa há mais de uma década — pessoas que, em média, são incompatíveis com a cultura e valores ocidentais. Inglaterra, que ficou cega, surda e muda por mais de dez anos e acobertou os abusos e estupros de 1.400 meninas brancas em Rotherham, perpetrados por paquistaneses (quase na totalidade, muçulmanos), por medo de parecer… xenofóbica, racista e “islamofóbica” (palavra que até seu propagador mais famoso se arrependeu recentemente de usar por anos para cercear o debate). Enquanto isso, outros países do mundo, inclusive Rússia, Camarões e Azerbaijão, têm pouco respeito por minorias. Na África do Sul, 37,4% dos homens admitem ter estuprado ao menos uma mulher. Particularmente, os países muçulmanos tendem a controlar severamente suas fronteiras e a tratar terrivelmente gays e mulheres.

Peço que leia o Corão e procure se informar sobre o islamismo, que é um sistema total de vida que inclui fortes elementos religiosos — mas é muito mais do que apenas uma religião. Um dado: 52% dos muçulmanos na Inglaterra (não estamos falando de Irã ou Afeganistão) acreditam que ser gay deveria ser proibido. Pois é. Chega da falsa ilusão de que “apenas uma minoria muçulmana é radical”. Em verdade, apenas uma minoria é terrorista. Mas um grupo largo de muçulmanos acredita que a mulher deve sempre obedecer seu marido, que gays devem ser punidos e que, sim, matar em nome de Alá pela jihad é justificável. É uma questão muito mais profunda de falta de compatibilidade entre culturas, pois. E de uma cultura, a islâmica, que não quer, em boa parte, adaptar-se à cultura do país em que entra; mas que o país em que entra se adapte a ela. No fim das contas, parece que os ingleses finalmente reagiram, em certa medida, também a esta incompatibilidade e aos horrores que se amontoam — Paris, Bruxelas e Colônia, para mencionar alguns — de forma democrática. As 1.400 meninas que tiveram suas vidas arruinadas em Rotherham, entre tantas outras histórias terríveis, finalmente foram ouvidas por um povo acuado por retórica e semântica desonestas.

Em outras palavras: dizer que Inglaterra é “xenófoba” trata-se de um golpe baixo para tentar intimidar o país e produzir uma rentável culpa em um povo tolerante demais. Pois há um detalhe fascinante: inocular e estimular sentimentos de culpa e vergonha para extrair recursos e facilidades só funciona em pessoas e povos, em média, bastante éticos e morais. Tente culpar os países de maioria muçulmana pelos séculos de conquistas sangrentas, estupros em massa e escravidão praticados por seus antepassados. Você vai ouvir o silêncio.

Outra intenção por trás deste ataque contra os ingleses e outros povos ocidentais é tentar destruir qualquer sentimento nacionalista absolutamente normal e saudável. Repito: existe nacionalismo normal e saudável. Não o lixo do socialismo racista de Hitler, que era do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Nem todo nacionalismo é ruim, assim como nem todo esquerdista ou direitista é malvado. Paremos de distorcer as coisas, misturar ideias e jogar bombas de fumaça em tudo. Respeitar a História de seu país e querer preservar sua cultura, identidade, independência política e saúde financeira é um sentimento absolutamente normal — e que todo país, seja Arábia Saudita, Japão, Argentina, Egito ou Inglaterra tem o direito de experimentar. E a vasta maioria faz exatamente isso.

O paradoxo da tolerância

Como já escrevi em outro texto, a única forma honesta de se avaliar um país — ou indivíduo, ou ideia — é compará-lo aos demais. A tolerância excessiva e o altruísmo patológico da Inglaterra (e de Alemanha, Suécia e outros países ocidentais) tem ocasionado horrores multiculturais e estatísticas cada vez mais assustadoras de crimes — especialmente, estupros. E a partir de Karl Popper, temos um paradoxo hoje muito relevante: a tolerância ilimitada levará ao fim da própria tolerância. Se os povos ocidentais se preocupam ao menos com suas mulheres, crianças e gays, precisam encarar a realidade. Culpar e malhar os povos mais tolerantes do planeta — tolerância que coloca em risco sua própria identidade e população — é de uma baixaria incrível: é criminoso.

O que muitos “progressistas” sugerem é que querer preservar a própria cultura e identidade nacional só é feio quando o país é tradicionalmente ocidental; em maioria, branco e europeu — o “opressor” da História, em suas simplistas e velhas lentes marxistas. Mas quando Japão, Arábia Saudita, China ou Turquia querem “preservar sua identidade e costumes”, ah, aí, ninguém dá a mínima ou até acha bom, correto e lindo. Há uma história real de conquista, colonialismo e escravidão por parte de países ocidentais — uma mancha em sua história. No entanto, este é só um lado da História (que costuma ser o único ensinado em colégios e faculdades pelos mesmos esquerdistas).

Se você quer a verdade toda, precisa pesquisar a história de escravidão e conquistas sangrentas de Japão, China e países de maioria muçulmana. Entre outras surpresas interessantes, verá que os países ocidentais (de maioria branca) formam a vasta maioria dos primeiros a acabar com a escravidão; que os muçulmanos (em parte, negros do norte da África) estiveram entre os maiores escravocratas da História — uma escravidão com forte conotação sexual contra as mulheres; e que, ainda hoje, há mais de seis milhões de escravos negros — dominados por negros, como há séculos — no continente africano. Se esses fatos o incomodam, pare e pense um pouco. São fatos.

Tudo isso também nos leva a perceber que o argumento da “vingança histórica” contra os países ocidentais é incoerente e imoral. Arranca a máscara e mostra a cara feia da ideologia distorcida daqueles que sempre quiseram, acima de tudo, atacar e derrubar o ocidente e seus pilares de livre-mercado, Estado mínimo e base moral judaico-cristã.

Por fim, é justo considerar que o Brexit pode ser, tão somente, a manifestação justa, democrática e natural de um povo que quer recuperar sua essência: menos burocracia, menor Estado, resgate e valorização da identidade nacional, soberania política e econômica e proteção de seu povo — especialmente, mulheres e crianças.

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